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O futuro do pilar

O pilar que sustenta o mundo está em mudança. O pilar da casa que todos habitamos está em remodelação. A família aumenta, a casa aumenta, e o sustento das nossas vidas atuais tem de ser também o trabalho para as gerações futuras.

João Loureiro

Assim, e desde que escrevi o meu último texto para a Voz do Campo, muita coisa mudou. Houve inovação e destaque por parte de reportagens e notícias que consegui recolher, para agora dar a refletir e conhecer as minhas ânsias e preocupações, mas também o otimismo relativamente ao futuro. É certo que gostava que tudo fosse perfeito. Mas afinal o que é isso de ser perfeito? Quem o inventou, se é que existe? Mas não havendo o perfeito, tentar perceber o futuro da nossa existência e preparar o mundo para os nossos filhos cabe-nos a nós neste momento.

Sinceramente, dos muitos modos de produzir a “nova alimentação”, a carne produzida em laboratório é algo que me deixa desconfiado. Não porque não saiba que pode ser necessário no futuro tendo em conta os habitantes do nosso mundo, até tenho de ter em conta, também, que já neste momento existem variados processos já aplicados e alvo de desconfiança se chegássemos a saber deles. A verdade é que a minha preocupação se prende com os interesses maiores que se poderão levantar deixando nós a produção dos nossos alimentos exclusivamente encarregue a análises e experiências laboratoriais.

Por outro lado, e agora mais concretamente em relação à agricultura enquanto nosso pilar, e às plantas que tão são importantes para nós enquanto comunidade. A verdade é que a hidroponia é o método mais falado neste momento, não só porque permite a reutilização de água, mas também porque é sustentável a longo prazo para alimentar a raça humana, independentemente da altura do ano ou local, tendo uma alta produtividade.

A verdade é que relativamente aos outros métodos de produção de alimentos sustentáveis para o futuro, esta é a que menos me faz “impressão”. As plantas crescem com os minerais que precisam e de forma a que possam alimentar a população a médio-longo prazo. Tenho de confessar, que prefiro muito mais o sistema terra-planta, principalmente sem uso de químicos, mas a verdade é que já vimos que não será fácil implementar esse sistema para um futuro de forma a garantirmos alimentação para grande parte das pessoas.

Uma das desvantagens desta técnica é o uso de energia, que é maior relativamente às culturas tradicionais, que fazem apenas “uso” do Sol. A luz, os sensores e outras tecnologias adaptadas atraem também a atenção e aposta de gigantes tecnológicos, que já começam a trabalhar com o sistema. Desta feita, o sistema ganha um novo apoio e uma nova visibilidade para o futuro!

Assim, podemos concluir que o futuro pode estar já ao virar da esquina e que o nosso pilar, que continuará a ser a agricultura, vai também modernizar-se e acompanhar o nosso crescimento populacional, como sempre fez ao longo da história!

Autoria: João Loureiro