Editorial

Melhor reconhecimento para a imprensa agrícola

Assistimos agora a todo um esforço de recuperação da economia, após um período em que o mundo praticamente parou devido à pandemia pela COVID-19. A comunicação social não parou, sendo mesmo um dos setores que não o pode fazer seja em que circunstância for, já que a informação como todos sabemos, é de importância vital e ainda mais em alturas de crise.

Mas é também nestes momentos que o trabalho meritório dos nossos profissionais merece um melhor e mais amplo reconhecimento, em especial por parte das entidades oficiais competentes.

Foi com este sentimento que a imprensa especializada do setor agrícola, onde a Revista Voz do Campo se inclui, resolveu enviar aos Órgãos de Soberania, Ministérios e entidades que tutelam a Comunicação Social, o documento conjunto que passamos a reproduzir.

Paulo Gomes, diretor da Revista Voz do Campo.


“Os subscritores são responsáveis, e/ou diretores, de órgãos de comunicação social (OCS) que se dedicam à promoção e divulgação do que de melhor se faz no setor primário em Portugal. Inserem-se no segmento da Imprensa Técnica Especializada, produzem informação, cobrem todo o território nacional e têm centenas de milhares de leitores.

Pretendemos com esta iniciativa apelar às entidades que tutelam os diversos setores relacionados com a área a que nos dedicamos que olhem para nós como parceiros e nos deem o valor e o reconhecimento que julgamos merecer, por tudo quanto temos feito em prol do seu desenvolvimento, bem como o contributo técnico e científico que temos proporcionado à produção agrícola nacional, que entendemos não ter ainda acontecido.

Gostaríamos de salientar a importância dos OCS que representamos na disponibilização de informação credível e atualizada; na sua relevância a nível setorial, (nacional, regional e local), mas especialmente na importância da agricultura e das atividades ligadas ao território em contexto de crise, mas também enquanto fator de desenvolvimento económico e de sustentabilidade, de coesão do território e de boas práticas agrícolas e ambientais.

Ao longo dos anos temos acompanhado os acontecimentos nos povoamentos mais recônditos do nosso território, – do Minho ao Algarve, nos Açores e na Madeira -, desde a agricultura ao desenvolvimento rural; promovemos e divulgámos os nossos produtos endógenos; as feiras e eventos associados, sem esquecer as tradições, os saberes e os sabores característicos, muito importantes para um turismo de qualidade e que vem em crescendo.

Temos contribuído grandemente e de forma positiva para promover e, com isso, apoiar os setores e áreas a que os ‘grandes media’, durante muito tempo, não deram qualquer relevância.

Gostaríamos de deixar bem vincada a nossa experiência e profissionalismo demonstrados ao longo de vários anos junto de agricultores, técnicos e empresários agrícolas, em geral, produção agroalimentar, unidades de distribuição e comercialização, contribuindo com uma boa quota-parte para o progresso da agricultura e do desenvolvimento rural em Portugal.

Sabemos, como sempre o afirmámos e de forma incutida nos nossos conteúdos, de uma forma geral, que a agricultura tem vindo a contribuir de forma decisiva para a progressiva afirmação do nosso meio rural, atestando os seus valores e potencialidades, nomeadamente turísticas, nos grandes aglomerados urbanos.

O que queremos acentuar é que, apesar do contexto que vivemos de extremas dificuldades, continuamos motivados e queremos continuar o nosso trabalho, agora ainda com mais afinco, para juntos podermos reerguer a economia em geral e manter vivo o nosso meio rural.

Sabemos, enquanto OCS especializados, que temos essa responsabilidade, mas sabemos também que, por não sermos generalistas, ficamos muitas vezes arredados de determinados apoios institucionais, como é o caso, por exemplo, do porte pago.

Nesta fase difícil, não queremos esmolas, preferimos antes ter mais trabalho, mas com o mínimo de acompanhamento e garantia por parte das entidades competentes no sentido de um maior e melhor acesso à publicidade institucional, de modo a alcançarmos os dividendos necessários para fazer face às nossas necessidades financeiras do dia-a-dia.

Neste sentido, apelamos a que nos seja atribuído parte do valor destinado à promoção e divulgação dos diferentes programas de apoio aos mais diversos setores, nomeadamente à agricultura, desenvolvimento rural, floresta, promoção territorial, ambiente, turismo e gastronomia, o que até à presente data nunca aconteceu com nenhum dos signatários, na sua maioria com muitos anos de atividade dedicados a estas áreas, cada vez mais importantes.

Entendemos, também, que no contexto atual, deve ser suspensa a taxa para a ERC e o alívio dos procedimentos administrativos associados”.

Os subscritores (por ordem alfabética): Agricultura e Mar, Agro-Manual, Agronegócios, Agrotec, Frutas e Legumes, Gazeta Rural, Jornal dos Sabores, Negócios do Campo, Ruminantes, Vida Rural, Voz do Campo.