Na primeira pessoa

InnovPlantProtect

Há novas pragas e doenças para as quais não existe atualmente nenhuma planta resistente e nenhum pesticida que as consiga controlar

Pedro Fevereiro, diretor-geral executivo do laboratório colaborativo InnovPlantProtect

“As soluções que existem e que podiam eventualmente ser utilizadas estão a ser descontinuadas. Devido aos seus níveis de toxicidade ou ao seu espectro de atuação muito amplo, podendo afetar insetos e outros organismos benéficos para o meio ambiente ou até mesmo pessoas, a legislação está a retirar do mercado as formulações que poderiam controlar alguns desses fatores bióticos que afetam as culturas. Por outro lado, há novas pragas e doenças para as quais não existe atualmente nenhuma planta resistente e nenhum pesticida que as consiga controlar. A retirada de princípios ativos acontece com mais incidência na Europa, mas começa também a acontecer nos Estados Unidos e noutros países. Temos três anos para conseguir pelo menos duas soluções capazes de funcionar em condições reais. Nesta fase estamos a selecionar as pragas e doenças a abordar. Já temos uma noção, mas não queria adiantar mais informação. O que posso dizer é que a ideia é conseguir controlar essas pragas e doenças através de metodologias inovadoras, utilizando sobretudo moléculas biológicas.”