Floresta

A Gestão Florestal em Áreas Protegidas debatida em Bragança

O debate sobre a Gestão Florestal em Áreas Protegidas em Bragança

“A gestão e proteção florestal deverão ser uma preocupação efetiva. As consequências da sua gestão danosa, da desflorestação e dos incêndios poderão ser tão vastas e tão perigosas, que colocam vários setores da sociedade em risco, sendo importante a adoção de medidas que permitam retardar e minimizar estes efeitos”, palavras de Hernâni Dias, Presidente da Câmara Municipal de Bragança, durante a sessão de abertura do seminário “Gestão Florestal em Áreas Protegidas”, realizada a 4 de julho, no Brigantia Ecopark, organizada pela Associação de Produtores Agrícolas Tradicionais e Ambientais ( APATA) e pela Federação Nacional das Entidades Gestora de Zonas de Intervenção Florestal.

Durante a sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, na presença da Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, da Diretora do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas – Região Norte, Sandra Sarmento, da Diretora Regional da DRAPN, Carla Pereira, e do antigo Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Regional, Miguel Freitas, entre representantes de várias outras entidades, refletiu que “uma gestão florestal eficaz, seja em áreas protegidas ou outras, não pode excluir do processo e diminuir a importância daqueles que são, já por si, os seus principais protetores e gestores – os residentes e proprietários. Esse é um erro que vem sendo cometido e reiterado há cerca de duas décadas”.

“No caso concreto do concelho de Bragança, ao nível do Parque Natural de Montesinho, são inúmeros os constrangimentos impostos ao desenvolvimento da região, até na implementação das ações definidas nas ZIF’s. Ora, o ICNF deve ser um impulsionador do progresso e da defesa dos interesses da região, não este travão permanente”, considerou.

“Também a distribuição de fundos, que de momento é efetuada de forma centralizada, parece-nos injusto. A distribuição deve ser feita dada as condições específicas e únicas de cada região, de acordo com critérios específicos”, referiu o presidente, dando como exemplo “a biocapacidade dos territórios, um importante ativo até para os níveis de qualidade de vida das populações, que deve ser valorizado e compensado”.

“Estas são questões que pela persistência com que as temos vindo a fazer, esperamos possam ecoar em quem tem os meios para implementar uma mudança efetiva, para o bem da região e da sua população”, concluiu o Presidente.

Recorde-se que o Município de Bragança, ao longo de todo o ano, tem realizado diversas ações para a preservação florestal, como a limpeza das faixas combustíveis junto das estradas (algumas de âmbito nacional), assim como dos vários aceiros existentes, por forma a minimizar o impacto dos incêndios florestais. Ao nível das parcerias locais, têm sido estabelecidos diversos protocolos, desde logo com as duas corporações de bombeiros do concelho que, sistematicamente, têm vindo a contar com apoio financeiro e material do Município para que possam estar nas melhores condições no combate aos incêndios.

Têm, também, sido construídas e reparadas várias charcas no meio rural para armazenamento de água, tanto para fins pecuários e agrícolas, como para o combate a incêndios florestais, além do intenso e profícuo trabalho da Proteção Civil Municipal. Tudo isto em estreita colaboração com as demais entidades locais, para que as soluções encontradas possam minimizar os impactos negativos sobre a floresta.

Fonte: Município de Bragança