Na primeira pessoa

Gabinete de Planeamento e Políticas

Apesar das limitações que temos em termos de competitividade face ao produto importado, a situação poderá ser invertida e as metas em termos de autoaprovisionamento definidas na Estratégia (38%) são perfeitamente exequíveis

Luís Souto Barreiros, coordenador do Grupo de Trabalho (Gabinete de Planeamento e Políticas).

“Temos de intervir em várias áreas, no entanto, por muito que consigamos ser mais eficientes e que diminuam os custos de produção, dificilmente seremos competitivos em termos de preço com o produto importado.

A alternativa é a diferenciação e a produção de produtos para os quais a indústria ou distribuição estejam dispostos a pagar um preço superior. Tirando partido da crescente valorização por parte do consumidor da origem nacional e regional, e das compras de proximidade e com rastreabilidade definida. Neste quadro, surgem novos mercados de que são exemplos a cevada para malte, o milho pipoca, o pão de cereais regionais ou os cereais com baixos teores em pesticidas. Um excelente exemplo são as várias iniciativas que tem surgido entre a produção, a indústria e a distribuição no lançamento de produtos feitos com cereais nacionais, pão, massas, cerveja, entre outros e na valorização da origem nacional junto do consumidor.

Veja-se o exemplo da marca “Cereais do Alentejo”, fruto do trabalho de várias entidades, nomeadamente o Clube Português de Cereais de Qualidade e a ANPOC e que começou por uma referência no pão, mas entretanto já está espelhada noutros produtos, como massas e até cerveja.”