Na primeira pessoa

Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)

O eucalipto tem o seu lugar. É uma planta cultivada, ordenada, está associada a uma indústria, cria emprego, fixa populações.

Eduardo Oliveira e Sousa, Presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal

“Colocada no local certo, é uma planta que desempenha a sua função e Portugal tem boas condições para o fazer. É um autêntico desperdício deitar fora algo que sabemos que é bom.

Mas não é a solução para a totalidade do país e não pode estar entregue a si próprio. Onde isso acontece por causa do abandono, pela dimensão da propriedade em que as pequenas não são geridas e dão origem a barris de pólvora. Nesses locais, o eucalipto tem capacidade para fazer desenvolver as chamas, é perigoso. Como o pinheiro também é perigoso porque está carregado de resina, como a cortiça também é. Tudo arde. Nas nossas condições, com as temperaturas altas e a baixa humidade, tudo arde.

2017 teve mais a ver com as alterações climáticas do que com a matéria combustível que lá estava.

Agora começam a surgir alternativas para potenciar a solução: transformar os detritos florestais em energia, como é dito no plano, tem de ser avaliado e encontrar o justo valor. O problema da floresta está no seu fraco valor e aqui a indústria tem uma palavra a dizer: tem de valorizar convenientemente os produtos florestais para interessar os proprietários a cuidarem do seu património. Os proprietários não cuidam porque não têm retorno.”