Agropecuária Política Agrícola

ANEB denuncia oportunismo pernicioso do PAN

Comunicado


A ANEB, Associação Nacional de Engordadores de Bovinos, vem denunciar o oportunismo pernicioso do PAN ao pretender criar uma nova direcção-geral autónoma para assumir a proteção e o bem-estar animal.

A coberto do trágico incêndio que assolou o canil ilegal de Santo Tirso, que vitimou 73 animais de companhia e que todos lamentamos profundamente, o PAN aproveita para dar mais um passo na fixação de uma agenda animalista e radical que há muito está traçada.

Nenhum governo ou partido responsável pode pactuar com a intenção obstinada do PAN, que utiliza este trágico acidente de Santo Tirso para colocar em causa o trabalho da DGAV e dos seus profissionais, acusando de imediato em comunicado a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária de ter uma visão “produtivista e de defesa dos interesses dos agentes económicos” e aproveitando o momento para defender a criação de uma nova direcção-geral que deve regular, entre tudo o resto, “as condições de produção, transporte e abate de animais de pecuária”, como se lê também a partir do comunicado.

A posição assumida pelo PAN nada tem a ver com a questão do canil de Santo Tirso, nem tão pouco com o bem-estar animal, mas sim com uma posição de afronta à DGAV e à sua tutela, o Ministério da Agricultura, e, principalmente, com o combate há muito assumido pelo PAN contra o mundo rural, contra o setor agropecuário e contra a economia nacional.

O setor agropecuário garante a não desertificação do interior e a valorização do território nacional em toda a sua extensão, exigindo igualmente o desenvolvimento de todas as atividades económicas e a manutenção dos serviços necessários às populações aí residentes, contribuindo para atenuar as assimetrias.

Têm sido os agricultores e os produtores de gado que, em resposta aos desafios deste Governo, têm colocado todo o seu esforço e investimento no terreno, rejuvenescendo e modernizando o setor agropecuário, contribuindo para uma menor dependência externa do nosso país e fazendo com que o produto nacional seja cada vez mais reconhecido em Portugal e no exterior.

Não pode uma atividade estratégica, que envolve tantos milhares de portugueses e que se afirma fundamental para o nosso país, ser colocada em causa pelo oportunismo de quem vê num lamentável acidente uma oportunidade para pôr em causa instituições e o interesse nacional, para daí retirar dividendos políticos. Tal seria uma realidade, se à inusitada e descabida pretensão do PAN fosse dado o mínimo provimento.

A ANEB tem representatividade em todo o território continental e Açores, assumindo maior expressão nas regiões da Estremadura, Ribatejo e Alentejo, e encontra-se disponível para contribuir para medidas sustentadas e equilibradas que defendam o interesse nacional.

Nuno Lagoa Ramalho, Presidente da ANEB