Inovação Política Agrícola Tecnologia

“Precisamos de ter uma agricultura 4.0”, afirma Ministra na inauguração do Smart Farm Colab

Juntamente com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, inaugurou o Smart Farm Colab, (SFCOLAB) em Torres Vedras no final do mês de julho.

Recorde-se que a Associação SMART FARM COLAB é um laboratório colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura, aprovado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e constituído por um consórcio de empresas privadas, instituições de investigação e universidades, visando a investigação aplicada na agricultura e abordando desafios atuais relacionados com esta área económica, incluindo as alterações climáticas, a inteligência artificial e a economia circular. Pretende ser um centro gerador de soluções digitais inovadoras para a agricultura e uma referência nacional e internacional para a digitalização neste setor.

A Ministra da Agricultura referiu-se à SMART FARM COLAB como “uma iniciativa da maior importância para a agricultura e para o país”, tendo frisado a premência “da agricultura e da ciência terem de dar as mãos”. “O conhecimento, a tecnologia têm estado ao serviço da agricultura, nomeadamente na agricultura mais competitiva”, afirmou na ocasião a Ministra, salientando no entanto que “temos de ir mais longe” no aproveitamento dos recursos naturais por meio de tecnologia de ponta. “Precisamos de ter uma agricultura 4.0”, realçou Maria do Céu Antunes na sua intervenção, afirmando que “na agricultura precisamos da digitalização, da tecnologia, da precisão”.

Já o Ministro da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior sublinhou o modelo de colaboração entre o setor público e o privado que está subjacente à conceção da SMART FARM COLAB, que terá como consequência o desenvolvimento do tecido empresarial local. Manuel Heitor referiu também na sua intervenção a importância do trabalho que a SMART FARM COLAB tem a fazer no sentido do aumento da produtividade agrícola e da diminuição do consumo de água e da utilização de produtos químicos na agricultura, que é uma prática bastante generalizada na região Oeste.