EMPRESAS & PRODUTOS Hortofruticultura Reportagem

“Hoje, quando compram fruta as pessoas sentem que é melhor”

A FRUTUS é associada da triPORTUGAL, um agrupamento complementar de empresas formado ainda pelo O Merlro.OP e O MELRO Lda., que “tem sido o maior exportador português de pera Rocha cumprindo o objetivo comum das empresas que a integram: servir melhor os clientes”

FRUTUS, CRL 

ADMINISTRADOR: Armando Torres Paulo | ATIVIDADE: Fruticultura

PRODUÇÃO: 6 mil toneladas de pera e 6 mil de outros frutos

LOCAL: Cadaval

Armando Torres Paulo é fruticultor no Cadaval onde tem uma sociedade agrícola com os filhos. É diretor da FRUTUS onde em média trabalham 120 pessoas durante todo o ano, divididas em dois turnos, um diurno e outro noturno.

A fruta é maioritariamente proveniente de áreas com Denominação de Origem Protegida (Pera Rocha do Oeste) ou Indicação Geográfica Protegida (Maçã de Alcobaça). Colhida no mês de agosto (cerca de 16 mil toneladas de pera e 6 mil de outros frutos) a fruta é conservada até que vai sendo escoada.

O principal mercado é o português, mas só representa 20% das vendas. A restante comercialização faz-se através da exportação para 22 países, com destaque para o Reino Unido, seguido de outros como Espanha, Alemanha, Brasil, Marrocos (…), “todos mercados que apreciam a pera Rocha”.

“Os produtores acham que é rentável produzir fruta e vão investindo”

A FRUTUS tem visto aumentar a sua área “porque os produtores acham que é rentável produzir fruta e vão investindo”. Mas, também há que conseguir obter melhor fruta em cada unidade, ou seja, crescer pela qualidade e para isso a empresa dispõe da sua própria equipa técnica que acompanha os agricultores com o objetivo de que as árvores de fruto “estejam em forma”. Mas merece igualmente referência a inovação trazida por novos processos de produção de modo a reduzir custos, “já que existe uma grande concorrência e Portugal importa muita fruta dos outros países, registando uma balança comercial negativa neste setor”. Em suma, na opinião de Armando Torres Paulo, “hoje em dia, quando compram a fruta as pessoas sentem que é melhor”.

“O importante é que a evolução e o crescimento aconteça com parcerias, à semelhança do que se faz lá fora”

Analisando o setor, o empresário é da opinião de que “a agricultura portuguesa está entregue aos empresários agrícolas, diferentes do que eram há 20 ou 30 anos e muito ativos, tendo há muito percebido que não podem contar com o Governo, o que fez com que evoluíssem”. E o importante é que essa evolução e esse crescimento aconteça com parcerias, “à semelhança do que se faz lá fora”.

A (falta de) mão de obra já foi um problema grave uma vez que chegam a ser três mil pessoas na colheita dos pomares, mas nos últimos anos, com a entrada em Portugal de mão de obra estrangeira, tem sido possível colmatar essa situação.