Política Agrícola

Fundos da UE para a transição ambiental, servem os interesses de Portugal

A paisagem tem vindo a mudar nos últimos anos em algumas regiões. Os agricultores estão a abandonar determinadas culturas para apostarem naquelas supostamente mais rentáveis, e adaptadas às alterações climáticas, uma mudança que os ministros da agricultura da União Europeia tentam acompanhar, na definição da Política Agrícola Comum para os próximos sete anos.

São 387 mil milhões de euros, que constituem a maior fatia no orçamento global da União Europeia. Conforme proposta adotada pelos 27 estados membros, 20% destes fundos, terão obrigatoriamente de ser gastos na transição ambiental, o que segundo Maria do Céu Antunes, Ministra da Agricultura, à partida serve os interesses portugueses.

“É para nós importante garantir que deste acordo possam sair as condições para uma transição justa, ecológica e ambiental, que não deixe ninguém para trás, que garanta o rendimento aos agricultores e o preço justo aos consumidores”.

Com o objetivo de fechar o acordo definitivo até ao início do próximo ano, as medidas vão agora ser discutidas com o Parlamento e a Comissão Europeia.


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