Olival & Azeite

Evolução sim, mas sem comprometer características diferenciadoras dos azeites alentejanos

Face ao crescimento e evolução do setor, na ótica do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo – CEPAAL – os olivicultores alentejanos têm pela frente o grande desafio de, sem comprometer essa evolução, evitarem que se percam os elementos diferenciadores do azeite da região, como as variedades tradicionais, que permitem preservar a identidade do Azeite do Alentejo e da própria região.

Mariana Teles Branco, do CEPAAL, refere ainda que antes da crise provocada pela pandemia pela COVID19, o setor do Azeite já registava preços reduzidos. Entretanto, com o avançar da crise, juntou-se a esse facto uma grande quebra de vendas, não só a nível nacional mas também internacional, consequência do fecho de restaurantes e lojas especializadas, do cancelamento de encomendas internacionais e obstáculos logísticos na exportação, da perda de poder de compra, entre outros.

A campanha que se avizinha, sabe-se já que será diferente do habitual e que exigirá muito de cada uma das pessoas envolvidas no processo, desde o campo ao lagar.

No geral, para a região, a expectativa é de que a quantidade de azeitona produzida nesta campanha seja inferior à do ano anterior, não só por este ser um ano de contra-safra, compensado, de alguma forma, pelos novos olivais que entram agora em produção e/ou que entraram no ano passado, mas também porque, a nível climático, não foi um ano muito benéfico ao olival.