Editorial

Inovação e Estratégia, palavras-chave para a fruticultura nacional

Sabemos que ao longo dos últimos anos o fruticultor português tem passado por inúmeros desafios, obrigando-se a uma maior profissionalização.

Encontrar novas estratégias e criar maior competitividade são hoje as metas indispensáveis para a modernização e o desenvolvimento da fruticultura no futuro, base do Congresso Frutos 2020, que irá debater o tema “Inovação e Estratégia para a Fruticultura Nacional”.

A Revista Voz do Campo associou-se a esta iniciativa e publica nesta edição uma Grande Reportagem com várias entrevistas, opiniões e artigos técnicos, em redor desta matéria, por certo de importância vital para o setor frutícola.

Abordamos culturas que embora não sejam propriamente novidade, contribuem para um determinado rejuvenescimento do setor. Falamos por exemplo de nozes onde o mercado nacional é extremamente deficitário, levando desde há uns anos a esta parte a um aumento do consumo e consequente investimento na cultura.

Na região de Torres Novas, tradicionalmente produtora de figo, referimos a especial adaptação de duas variedades deste fruto: o figo Preto de Torres Novas e o figo Pingo de Mel.

Falamos também de um produto bem tradicional, a alfarroba, que evoluiu para o patamar das bebidas vegetais, graças a uma ideia inovadora de um jovem que pegou nesta matéria-prima, da qual o nosso país é o maior produtor mundial.

Ainda em terras algarvias lembramos os “Peros de Monchique” que no passado apareciam em abundância nas feiras anuais. Refira-se que atualmente começa a ressurgir o interesse por estes frutos, devido principalmente às suas características organoléticas, sobretudo ao seu aroma e à capacidade de conservação.

Apresentamos ainda o Pão de Medronho, que chegou ao mercado em junho deste ano, proporcionando ao seu produtor uma satisfação tal que o levou desde já a pensar na aplicação do medronho noutras matrizes alimentares.

Em matéria de investigação e experimentação, auscultámos também a Estação Nacional de Fruticultura Vieira Natividade, que acredita numa fruticultura no futuro muito baseada na tecnologia, em que cada árvore será como um funcionário de uma fábrica de peças, que terá de produzir o mesmo número de peças, neste caso de frutos.

Convidamos a uma boa leitura da Reportagem nas páginas centrais desta edição, a última deste atribulado ano de 2020. Já agora ficam os desejos de uma boa transição para 2021, um ano que se deseja de boa recuperação económica.

Paulo Gomes, Diretor da Revista Voz do Campo.

Edição (nº 243 – Dezembro 2020), adquira já!