EMPRESAS & PRODUTOS Olival & Azeite

Sistema Todolivo Olival em Sebe. Em que consiste?

Artigo publicado na Revista Voz do Campo em janeiro de 2019.

Em plantar olivais em linha, formando-os posteriormente em palmeta para que, quando crescerem se formem filas de olival em modo de sebe que possam ser colhidas por uma máquina. O compasso da plantação variará em função da variedade, da água disponível, do tipo de terreno e do clima.

Sobre o sistema de olival em sebe, uma das grandes vantagens apresentadas por Alfonso Gómez é que desta forma se torna possível que a totalidade do azeite da exploração seja da máxima qualidade (azeite virgemextra), também só possível graças à velocidade da máquina colhedora que permite recolher a totalidade do fruto da árvore sem que este toque no solo, num curto espaço de tempo e quando apresenta a maturação mais adequada para produzir um azeite de alta qualidade.

Desta forma, tendo em conta que os custos de colheita representam cerca de 40% dos gastos anuais do olivicultor, a Todolivo conseguiu uma diminuição do custo de colheita de um quilo de azeitona para valores entre um e três cêntimos. Isto também porque tanto as variedades como os compassos eleitos para cada exploração são escolhidos com base nas características da mesma, acabando por ser personalizada.

Além disso, e com os anos de experiência que já tem no terreno, a Todolivo tem vindo a mudar um pouco o sistema, tendo já reduzido o número de árvores por hectare, quase para metade, o que também diminuiu significativamente os custos do investimento, com uma melhoria dos custos de manutenção.

Olival em Córdova (Espanha) onde a Todolivo desenvolveu ensaios de 57 variedades de olival em sebe.

É um sistema que se adapta tanto ao sequeiro como ao regadio, sendo que o primeiro produz menos quilos/ azeite mas também tem custos inferiores. “Os olivicultores têm de ter em conta que este sistema de olival está em desenvolvimento há 20 anos, tem bons resultados e vai permitir-lhe competir no mercado globalizado, produzindo azeite de muita qualidade e de forma muito variada (pode ser plantada qualquer variedade)”.

Para a Todolivo este é o culminar de um trabalho que representa muita dedicação de tempo, num esforço tanto humano como económico. “O grande beneficiário será o agricultor, a quem é dada oportunidade de produzir azeite de uma forma rentável mas também o consumidor que poderá desfrutar de uma ampla gama de sabores”.

À margem da conferência de imprensa, Alfonso Gómez explicou à Voz do Campo que Portugal tem sido um mercado importante para a empresa, onde aliás já trabalha há vários anos e onde acredita ter sido pioneira na introdução deste sistema de olival. Com uma estrutura fixa, em Portugal faz um trabalho exatamente igual àquele que faz em Espanha.

Além da Península Ibérica a empresa também opera em Marrocos, Tunísia e Itália, entre outros países, por natureza o mercado de proximidade e onde há maior influência do clima mediterrânico, fundamental para a cultura.

Já Juan Aguera, professor da Universidade de Córdova, reforçou a ligação da Todolivo àquela instituição quer no melhoramento de variedades quer no desenvolvimento / melhoria da própria máquina de colheita, “tendo em conta que o sistema de cultivo de olival em sebe é a conjugação da árvore com a planta, por isso, quando melhor for esta associação melhor será o rendimento”.

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