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A Colza demonstra bom potencial produtivo e elevado interesse agronómico

Embora relativamente recente no nosso país, já se sabe que a colza demonstra bom potencial produtivo e elevado interesse agronómico

A colza é uma cultura relativamente recente no nosso país, mas que desde início demonstrou um bom potencial produtivo, bem como elevado interesse agronómico no que toca à rotação das culturas arvenses. Por outro lado, a cultura está muito pouco desenvolvida devido ao desconhecimento sobre as variedades resistentes às nossas condições edafoclimáticas bem como às melhores opções a nível de maneio agronómico.

Teve início em 2017 e anualmente são instalados campos de ensaio localizados no Baixo e Alto Alentejo e Ribatejo, com objetivo de estudar as várias variedades em vários contextos agronómicos.

O Grupo Operacional Oleocolza é composto pela ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Cereais (líder do projeto), o INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária I.P., a Consulai, a Sovena, a Cersul – Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul S.A. e as empresas agrícolas Quinta da Alorna e Agro Vale Longo.

Já em 2019, com o intuito de divulgar e promover a cultura, realizaram-se vários Dias de Campo, com visita aos vários campos e destinados a agricultores, associações do setor, indústria e prestadores de serviços verificando-se uma elevada adesão e interesse pelos eventos.

No último dia 15 de setembro de 2020 decorreu o Webinar – Colza uma cultura de sucesso – , que constituiu um momento de partilha com a intervenção de representantes de toda a fileira, desde a produção, a indústria e que nas palavras de André Soares foi um verdadeiro sucesso contando com mais de uma centena de inscritos.

“Quanto aos resultados obtidos, já mostraram o elevado peso que tem uma escolha correta da variedade bem como o cumprimento do itinerário adequado. Ainda estamos numa fase em que os resultados são preliminares e serão necessários mais ensaios para consolidar os dados já obtidos”, conforme pode ler-se mais à frente num artigo assinado por Nuno Simões e Isabel Duarte, investigadores do INIAV ligados ao Oleocolza.

Na edição impressa de novembro de 2020 da revista Voz do Campo também, pode ler-se como a SOVENA defende que, pelas suas características, a colza será sempre uma cultura complementar, mas com uma importância muito vincada em determinadas regiões do país, já que é uma cultura muito rústica e com um grande potencial. Enquanto indústria transformadora afirma-se disponível para continuar a garantir o escoamento da produção tal como a “impulsionar e dinamizar a cultura da colza em Portugal”.

Já a CERSUL dá a conhecer como é que a cultura está a desenvolver-se no âmbito da atividade dos produtores seus associados, destacando que nas últimas cinco campanhas a mesma se tem implementado de uma forma bastante sustentada e consistente.


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