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TESSIOR® – Sistema integrado para o controlo preventivo das doenças do lenho da videira

Figura 1

As doenças do lenho da videira são um problema que, em particular nos últimos 20 anos tem vindo a crescer de importância a nível mundial.

Ao comprometerem, graças ao seu poder destrutivo, a longevidade das videiras e a estabilidade da produção são atualmente consideradas uma das principais ameaças à vitivinicultura mundial. O facto de o desenvolvimento destas doenças ocorrer no interior da planta, a ausência de produtos eficazes para o seu controlo curativo e/ou erradicante, a intensificação da cultura, a alteração de práticas culturais e um crescimento significativo da área de vinha com a consequente pressão sobre a produção de material vegetal, constituem alguns dos fatores frequentemente apontados para o crescimento deste problema. Devido à forma gradual como os sintomas se vão desenvolvendo (morte esporádica de plantas, remoção de braços ou partes de braços mortos com a consequente perda de corpos produtivos) a importância da quebra de produção e consequentes prejuízos económicos acumulados ao longo dos anos são muitas vezes subvalorizados.

Agentes causais e vias de infeção

De entre as cerca de 100 espécies relacionadas a nível mundial com as doenças do lenho da videira sobressaem, pela dispersão geográfica e comprovado envolvimento, as espécies Phaeomoniella chlamydospora, Phaeoacremonium aleophilum, Fomitiporia mediterranea, que em conjunto são responsáveis pelo complexo da Esca das vinhas adultas e também, e no caso das duas primeiras, associadas a diferentes sintomatologias em vinhas jovens. Também diversas espécies pertencentes à família Botryosphaeriaceae, particularmente importantes em Portugal, são consideradas de maior relevância atacando não só os tecidos do lenho, mas também os órgãos herbáceos da videira. Apesar de poderem infetar as plantas através de qualquer tipo de ferida, são as feridas de poda as principais vias de infeção das videiras.

O seu elevado número conjugado com a ocorrência de condições climáticas favoráveis à infeção, as dificuldades de cicatrização dos tecidos vegetais por estarem ainda em repouso vegetativo e a acumulação de inóculo ano após ano em resultado das novas infeções que ocorrem na sequência dos vários ciclos de poda, explicam a importância destas feridas no ciclo destas doenças. Estudos efetuados, com o objetivo de determinar a evolução da suscetibilidade das feridas de poda às infeções, apontam para a importância de proteger preventivamente estas feridas o mais rapidamente possível após esta operação cultural, uma vez que este é o período em que a sensibilidade das feridas é máxima.

Gestão preventiva das doenças do lenho

Dada a sua complexidade, qualquer estratégia racional de controlo das doenças do lenho deve assentar numa abordagem integrada visando reduzir de forma preventiva as infeções, desde o viveiro até ao local definitivo e durante a vida produtiva da vinha. A proteção atempada das feridas de poda juntamente com a indispensável adoção de práticas culturais adequadas (rega, fertilização, poda, gestão dos resíduos de poda), constituem a base para a proteção contra estas doenças.

Figura 2: Não tratada (A), Tratada (B), Seca depois de tratada (C)

Sistema TESSIOR® e o controlo integrado das doenças do lenho

Com o objetivo de contribuir para a melhoria do controlo destas doenças, a BASF desenvolveu um sistema constituído pelo fungicida Tessior® e um equipamento de aplicação específico:

  • Tessior® é um fungicida eficaz sobre o complexo de fungos causadores das doenças do lenho. Produto inovador especificamente desenvolvido para a proteção das feridas da poda, combina a atividade de dois fungicidas de largo espetro de ação – piraclostrobina e boscalide – com a atividade física de um polímero que, após secar, forma uma barreira durável à penetração dos fungos através das feridas de poda ao mesmo tempo que assegura a retenção dos fungicidas nas superfícies proteger.
  • Equipamento de aplicação desenvolvido em colaboração com a MESTO e a FELCO que permite aplicar Tessior® de forma localizada e precisa sobre as feridas de poda (Fig 1), incluindo as de mais difícil acesso. Assegurando uma excelente cobertura destas feridas, a utilização deste equipamento maximiza a eficácia do produto e minimiza o seu impacto ambiental. (Fig. 2)
  • Estudos demonstram que, graças à sua persistência, o Sistema Tessior® protege as feridas de poda durante um período de cerca de 3 meses, no entanto é fundamental que a sua proteção seja efetuada o mais rapidamente possível após a poda de modo a evitar que ocorram infeções durante o período em que as feridas estão mais suscetíveis.
  • A utilização do Sistema Tessior® em anos consecutivos contribui para a redução das infeções que ocorrem em cada ano impedindo a acumulação de inóculo no interior das plantas.

Autoria: José Saramago | Natividade Technical Market Development