Hortofruticultura

Maçã e pera com quebra generalizada de produção

Floração longa que coincidiu com um período de chuva, picos de calor, mas também a falta de frio e no Norte a ocorrência de granizo, tal como a saída de substâncias ativas do mercado são algumas das razões apontadas para a produção ter diminuído.

Apesar do ano completamente atípico o Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional – Centro de Competências – entendeu que deveria dar continuidade aos Balanços de Campanha que habitualmente realiza no final do ano, ainda que obviamente, em moldes diferentes.

Assim, foi online e conduzido pela secretária-geral do COTHN – CC, Maria do Carmo Martins, que os vários representantes da produção de pomóideas deram a conhecer os resultados das campanhas da pera e da maçã, no caso da última a partir de diferentes pontos do país, mas com resultados semelhantes, isto é, uma generalizada quebra de produção.

Genericamente, as razões para a quebra de produção de maçã foram uma floração longa e errónea e que coincidiu com um período de chuva, não permitindo intervenções, picos de calor, mas também a falta de frio e no Norte a ocorrência de granizo. A própria saída de substâncias ativas do mercado está a fazer surgir alguns problemas. Alguns técnicos presentes na sessão deixaram mesmo a ideia de que se não tivesse havido um aumento da área de pomares nos últimos anos a quebra seria muito mais gravosa.

Na pera houve uma redução de 27% em relação ao ano anterior

No caso da pera Rocha, coube a Domingos Santos, presidente da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha apresentar os dados da campanha que teve início a 17 de agosto, com ligeiro atraso em relação aos anos anteriores. Os números da colheita de pera dos associados da ANP (cerca de 90% do total nacional ) foram na ordem das 120 mil toneladas, o que representa uma redução de aproximadamente 45 mil toneladas em relação ao ano anterior (menos 27%), e, extrapolando para o total nacional a produção deverá ter sido um pouco superior a 134 mil toneladas. Em contrapartida, na Europa registou-se um aumento de produção na ordem dos 12%, o que tem reflexos na componente comercial.

Mercado online veio trazer uma nova perspetiva aos produtos frescos

A organização do evento convidou também Pedro Pimentel, da Centromarca, para abordar a tendência de mercado online nos produtos frescos, que o mesmo determinou com um antes e um depois de março passado porque, até então, em 100 euros de compras (de supermercado), apenas 1 a 1,5% era feito por via digital.