Rega Reportagem

“São necessárias medidas de curto prazo”

Os associados da Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão têm sentido bem na pele o problema da falta de água que tem afetado o Algarve de forma sistemática.

O presidente daquela entidade, João Garcia, define esta situação como estrutural uma vez que chove pouco e quando acontece é frequentemente de forma torrencial, localizada e muito rápida, reduzindo a capacidade de retenção de água no solo.

Diz João Garcia que foi face à constatação de seca sistemática na região que em 2019 se criou uma Comissão de Eficiência Hídrica para o Algarve, da qual resultou um Plano de Eficiência Hídrica para o Algarve, depois da consulta de todos os setores utilizadores de água do Algarve (ver páginas anteriores).

Só 25% do regadio do Algarve é que não se socorre de águas subterrâneas

Alinhado com as medidas propostas no Plano, que acredita que terão bons resultados a longo prazo, João Garcia defende ainda de que são necessárias medidas mais rápidas porque a situação está a tornar-se muito perigosa. E contextualiza, “na realidade agrícola algarvia, entre 50 a 60% da produção localiza-se na chamada zona do Barrocal, com o fornecimento de água feita por furos artesianos. Mais de metade da produção de citrinos do Algarve faz-se a partir do principal Aquífero do Algarve (Querença – Silves) e só 25% do regadio do Algarve é que não se socorre de águas subterrâneas”.

Ora, com vários anos sem chuvas o Aquífero tem sofrido uma grande pressão, porque, como foi dito, não há capacidade para retenção das águas e este verão chegou-se a uma situação de “alerta vermelho”, com produtores a ficarem sem água para regarem os pomares de citrinos que estavam em produção, temendo-se mesmo que entrasse água salgada no aquífero”.

Veja a grande reportagem publicada em completo na edição impressa de janeiro / 2021.