Agroindústria Hortofruticultura

“A continuar-se assim, corre-se o risco de não haver matéria-prima para alimentar as indústrias existentes”

As culturas hortícolas com destino à transformação industrial têm ganho espaço no nosso país, mas é o tomate aquele que de longe se destaca, representando uma fileira marcada por elevada qualidade do produto, perfil empresarial muito dinâmico, inovação e especialização tecnológica.

Ainda assim, o setor está a viver um momento conturbado, registando-se um decréscimo do números de produtores e área.

O momento que a fileira do tomate de indústria está a atravessar ficou patente no último Balanço de Campanha dos Hortoindustriais, organizado pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional – Centro de Competências, realizado no início do ano, em formato de webinar.

Moderado por Ana Paula Nunes, do COTHN, do programa do webinar fez parte a apresentação de dois Grupos Operacionais referentes à cultura do tomate: GO Qualitomate (ver edição impressa) e GO Hortinf, assim como alguns dados da campanha de outros hortoindustriais como o brócolo e o pimento.

Gonçalo Escudeiro, diretor executivo
da Torriba e diretor da FNOP

Em nome da Federação Nacional das Organizações de Produtores Hortofrutícolas (FNOP), Gonçalo Escudeiro analisou a atividade do setor do tomate de indústria e concluiu que desde 2016 se verifica uma redução constante do número de produtores/empresas, tal como do número de organizações de produtores e de área. Considera por isso que estamos numa fase crítica de abastecimento do tecido empresarial, quando existe uma capacidade instalada de 1 600 mil toneladas a 1 800 mil toneladas e a produção tem chegado apenas a valores entre 1 100 mil toneladas e 1300 toneladas.

Artigo completo publicado na edição de fevereiro 2021.

Veja a Grande Reportagem sobre o Tomate de Indústria. ↓