Grande Entrevista Sanidade vegetal

Felisbela Torres Campos, Presidente da Direção da ANIPLA

Felisbela Torres Campos, Presidente da Direção da ANIPLA

Uma das preocupações centrais da ANIPLA é garantir que inovação e ciência são postas ao serviço de uma agricultura moderna

〈 09/02/2021 〉

Em 2020 assinalou-se o Ano Internacional da Sanidade das Plantas, aproveitado para se falar sobre segurança alimentar. um tema complexo, num mundo cada vez mais globalizado. Este foi o mote para uma Grande Entrevista a Felisbela Torres Campos, Presidente da Direção da ANIPLA – Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas, onde abordámos também os projetos Smartfarm e Valorfito, a problemática da retirada de substâncias ativas do mercado e a posição da Associação em relação à Estratégia do Prado ao Prato, entre outros temas relevantes.

No final, Felisbela Campos assegura que uma das preocupações centrais da ANIPLA é garantir que inovação e ciência são postas ao serviço de uma agricultura moderna e, por isso, apostamos diariamente na desconstrução de mitos, na informação e sensibilização da população para o papel fundamental da ciência, assim como na formação anual de centenas de profissionais e em gerações futuras do setor.

Felisbela Torres Campos, Presidente da Direção da ANIPLA

Comecemos pelo Ano 2020, designado pela FAO como Ano Internacional da Sanidade das Plantas. Sendo público que há uma crescente preocupação com o reforço de práticas sustentáveis na proteção das culturas por parte da indústria fitofarmacêutica, qual tem sido a evolução?

O ano de 2020 convidou-nos a celebrar a Sanidade Vegetal e convocou-nos a conversar sobre segurança alimentar. Um ano dedicado ao diálogo sobre a importância da saúde das plantas, ao bem-estar humano e ambiental, celebrado num dos contextos mais imprevisíveis que alguma vez pudemos imaginar e que nos obrigou a (re)pensar o ambiente e a sustentabilidade ao mesmo tempo que garantimos uma produção de alimentos segura e acessível a todos.

Dedicar um ano à temática da sanidade vegetal foi trazer para o centro todas as entidades que compõem esta grande indústria alimentar e definir responsabilidades com que todos temos de estar comprometidos.

A verdade é que num mundo cada vez mais globalizado, com constantes e elevadas exportações e importações de alimentos e sistemas alimentares cada vez mais complexos, adensa-se a necessidade de uma cooperação nacional e internacional, intersectorial, cada vez mais afinada e que garanta a segurança dos alimentos. Consideramos que esse é um dos principais desafios e cujo balanço que fazemos, ano após ano, é muito positivo: dedicar um ano à temática da sanidade vegetal foi trazer para o centro todas as entidades que compõem esta grande indústria alimentar e definir responsabilidades com que todos temos de estar comprometidos. Falar de sanidade vegetal é falar do cuidado com a fauna e a flora, com os alimentos e com a saúde do ambiente, é falar de biodiversidade e preservação dos solos, num constante compromisso com a segurança alimentar. 2020 foi o ano dedicado à sanidade das plantas, numa consciencialização que tem de estar presente sempre e que é a prioridade, com um Pacto Ecológico que será o quadro e contexto de trabalho para todas as entidades envolvidas nesta missão de alimentar e proteger o planeta: Autoridades Oficiais, Indústria fitofarmacêutica e Sector Produtivo deverão estar permeáveis à mudança, à introdução de novas tecnologias e às (cada vez maiores) exigências fitossanitárias. A uma Nova Revolução Verde (…).

Nunca o que comemos foi tão seguro como o que hoje chega à nossa mesa.

Leia a entrevista completa na edição de fevereiro 2021.