Agrociência Olival & Azeite

Uso de estratégias de rega deficitária para a economia de recursos num olival semi-intensivo transmontano

1. Introdução e objetivos

〈 19/02/2021 〉

A olivicultura possui elevada importância económica, ambiental e social em Portugal. Contudo, esta atividade agrícola está a sofrer graves impactos na sua produção devido ao aquecimento global. Com o objetivo de mitigar os efeitos adversos destas alterações climáticas e de forma a garantir a estabilidade da produção, a adoção de práticas da rega nos olivais é cada vez mais comum. Não obstante, sendo a água um recurso escasso no clima semiárido mediterrânico, torna-se necessário a adoção de estratégias de rega que visem o equilíbrio entre a produtividade da cultura e o menor desperdício da água. Assim, a rega deficitária apresenta-se como uma solução para o problema identificado, sendo recomendada por diversos autores (Fernandes-Silva et al., 2010; Santos et al.,2007; Silva, 2008). Esta estratégia de rega baseia-se na manutenção de um stress hídrico moderado na planta, causado pela redução intencional da água aplicada na rega, o que garante uma produção relativamente satisfatória.

Neste estudo são apresentadas duas estratégias de rega deficitária. A rega deficitária controlada (RDI), que consiste no fornecimento de água à planta equivalente a 100% das necessidades de rega nos estados fenológicos da oliveira mais sensíveis ao défice hídrico: floração, vingamento do fruto, antes do início do endurecimento do caroço e na fase de acumulação de azeite, reduzindo ao mínimo ou suspendendo a rega nos estados menos sensíveis (endurecimento do caroço). Por outro lado, a rega deficitária contínua (SDI) baseia-se na manutenção de um certo nível de stress hídrico durante toda a estação da rega.

O objetivo deste estudo consistiu em avaliar o efeito de diferentes estratégias de rega deficitária em comparação com um tratamento controlo bem regado na produtividade (matéria fresca (MF) e matéria seca (MS) de um olival comercial (Cv. Madural), assim como aferir os respetivos custos no que diz respeito ao custo da água e, por fim, realizar um balanço económico (…).

Leia o artigo completo na edição de fevereiro 2021.