Floresta

Um terço dos portugueses não tem dinheiro para limpar os terrenos

Um inquérito realizado pela Fixando mostra que 44% dos proprietários portugueses não limpam os terrenos que detêm, com 19% a alegar não ter disponibilidade para o fazer.

〈 24/02/2021 〉

Em Portugal, uma percentagem significativa dos proprietários afirma não limpar os terrenos que possuem. As conclusões derivam de um inquérito realizado pela plataforma online de contratação de serviços Fixando, o qual revela ainda que a falta de dinheiro se configura como o principal motivo.

O inquérito, realizado entre os dias 17 e 22 de fevereiro junto de 1.780 proprietários, mostra que 44% dos portugueses ainda não efetuou qualquer limpeza aos seus terrenos, ao passo que 21% diz mesmo não conhecer quem o faça.

No que toca às justificações apresentadas para esta falta de cuidado com as suas terras, 31% dos inquiridos revela mesmo não ter dinheiro para despender nessa tarefa, enquanto 19% alega não ter disponibilidade para o fazer e 17% refere que a meteorologia não é favorável para tal.

Além do mais, 65% dos portugueses questionados neste âmbito diz desconhecer que a coima derivada do incumprimento da lei que determina que todos os terrenos devem ser limpos até 15 de março pode ascender aos 120 mil euros, ainda que digam concordar com a referida lei.

Com 35% dos portugueses que efetuam essa limpeza a admitirem ter a ajuda de profissionais para esse fim, contra 40% que não recorre a esses serviços, os proprietários indicaram que gastam, em média, 375 euros por ano com a limpeza e manutenção dos seus terrenos.

Face a 2020, a procura do apoio de profissionais caiu 63%, com Alice Nunes, diretora de Desenvolvimento de Negócio da Fixando, a explicar primeiramente esse facto através da “quebra generalizada dos rendimentos” dos indivíduos, “aliada ao confinamento”.

A Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais (FNAPF) defende a prorrogação do prazo de limpeza de terrenos até 31 de maio de 2021, considerando as condições meteorológicas “mais adversas” e o confinamento geral devido à pandemia da Covid-19.