Hortofruticultura

Carta aberta em defesa da honra e bom nome do Algarve e seus agricultores

A presente carta aberta, subscrita por várias entidades Algarvias é dirigida aos responsáveis oficiais regionais e nacionais e outros detratores das culturas de regadio no Algarve, em particular a do abacate, que falsamente afirmam ser de caráter intensivo.

〈 25/02/2021 〉

1. Infelizmente a vida é pródiga em situações em que preferíamos não entrar em debates na praça pública, mas quando as falsidades são muito graves a isso somos obrigados.

É o caso do abacate e dos abacateiros, em que entidades oficiais regionais e nacionais apontam ao abacate malefícios que não tem e escondem as suas muitas virtudes. Por isso, a UNIÃO EMPRESARIAL DO ALGARVE, DESDE já anuncia que irá apurar e divulgar toda a verdade sobre o abacate/abacateiro.

2. Aspeto de extrema importância e gravidade de conduta dos detratores, é terem afrontado princípios essenciais da Carta da União Europeia, como são a Parceria, Participação e Cooperação, pois não ouviram as Associações nem os agricultores. E, fazem-no quando na região há Associações plurissetoriais e setoriais como a Frusoal e a Madrefruta (Organizações de Produtores, além de outras), com elevada capacidade e vontade de cooperar.

Outro tanto acontece com a ALGFUTURO, a quem foi atribuído louvor por S. Exa. o PRESIDENTE DA REPÚBLICA e duas distinções de parabéns pelo trabalho desenvolvido em prol do Algarve, nomeadamente pela elaboração do Plano Económico para o Algarve, pela Exma. PRESIDENTE da Comissão Europeia.

3. Questão que também é muito invocada é a Água, que merece da nossa parte a maior atenção. Mas vale a pena salientar que, por um lado, as perdas do que escorre da serra e barrocal para o mar estimam-se em mais 1000 milhões de m3/ano, que soma às perdas nas degradadas canalizações municipais da ordem dos 15 m m3. Acrescem os gastos dos milhares de piscinas particulares, espaços verdes municipais, poupanças no consumo urbano, poupanças nos espaços verdes públicos, etc.

O somatório aponta para um valor suficiente de água para regar cerca de 2000ha de abacateiros.

A NOSSA Posição é que se façam com rigor os levantamentos e depois se tomem globalmente medidas, sem estabelecer períodos de 90 ou 180 dias proibindo plantações novas, o que é mortal para a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros.

4. A posição dos agricultores é de cooperação, mas de rejeição do que tem vindo a público, continuando, no entanto, abertos ao diálogo através das suas organizações representativas, esperando que as ideias que os detratores têm sustentado mudem.

→ OS SUBSCRITORES:

  • ALGFUTURO
  • FRUSOAL
  • MADRE FRUTA
  • SOLIDÁRIAMENTE, 1500 sócios da ALGFUTURO, membros das 29 Associações aderentes e a título individual.

Artigo relacionado:

Face à falta de água, que agricultura quer o Algarve?