Ambiente Floresta

Projeto Interreg SUDOE-REMAS já em andamento

O CEABN InBIO integra Rede Europeia para a gestão do risco de emissões de gases com efeito de estufa provenientes de incêndios florestais.

O projeto Interreg SUDOE-REMAS “Gestão do risco de emissões de gases com efeito de estufa por incêndios florestais” iniciou-se em outubro de 2019 e terá a duração de 36 meses, com um investimento global de 1,8 milhões de euros.

O CEABN InBIO integra a parceria do projeto, juntamente com os centros de investigação do Instituto Superior de Agronomia, CEF e LEAF. A parceria é constituída por oito beneficiários de 3 países (Portugal, Espanha e França): Associação de Municípios Florestais da Comunidade Valenciana (AMUFOR) (líder do projeto, ES);Instituto Superior de Agronomia (PT); Município de Loulé (PT); Universidade Politécnica de Valência (ES); Universidade de Valência (ES); Deputação de Valência (ES); Instituto Nacional de Investigação e Tecnologia Agrária e Alimentar (ES)  e Escola Superior de Ciências Agronómicas de Bordéus (FR).

Este projeto tem como objetivo melhorar a coordenação e eficácia dos planos de prevenção e recuperação, passando a incluir a gestão do risco de emissões de gases com efeito de estufa por incêndios florestais nas regiões SUDOE, em particular das áreas de estudo do projeto, que são as mais vulneráveis aos impactes das alterações climáticas. Entre as atividades previstas estão:

  • Desenvolver um modelo para quantificar o risco de emissão de gases com efeito de estufa, para poder incluir esse indicador nas políticas e programas de gestão de incêndios florestais;
  • Desenvolver cartografia de armazenamento de carbono;
  • Propor medidas de recuperação, harmonizadas, como medidas pós incêndio que minimizem o dano e acelerem a recuperação dos stocks de carbono.

Em Portugal a área de estudo localiza-se no sul do país, na Serra do Caldeirão, beneficiando da parceria com o Município de Loulé e do leque de investigações já desenvolvidas pela equipa do CEABN/InBIO nesta região, nomeadamente na sobrevivência do sobreiro pós-fogo, regeneração e dinâmica da paisagem, mortalidade do sobreiro, entre outras.

Fonte: Centro de Ecologia Aplicada Prof. Baeta Neves