Hortofruticultura

Paixão pelo amendoal traz conhecimento americano de investidor português para o Alentejo

Uma vasta experiência e conhecimento na cultura do amendoal levaram José Leal da Costa a investir em Portugal, depois de muitos anos nos Estados Unidos. Depois das plantações veio a fábrica e os projetos multiplicam-se.

O Anuário Agrícola de Alqueva produzido pela EDIA, e divulgado recentemente, revela que em 2015 foram inscritos 975 hectares de amendoal no Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, já em 2019 foram 11 448. Conclui-se rapidamente a que velocidade tem acontecido este crescimento. A grande percentagem deste investimento é espanhol (52%) mas o investimento português também é bastante significativo (32%), como aquele que está a ser realizado por José Leal da Costa que começou a plantar amendoal (200 hectares) em 2015, na Torre de Coelheiros (Évora) e já vai em mais de três mil. Da produção para a transformação foi um passo rápido e no ano passado a Almencor, unidade de comercialização e descasque de frutos secos que instalou em Azaruja (também em Évora) já laborou.

Para o primeiro amendoal preferiu variedades ‘californianas’, ou seja de casca mole porque em seu entender são as preferidas do mercado, com a ‘Nonpareil’ no topo da lista.

Esta decisão, explica-nos o empresário, veio da constatação que no Alentejo não existia capacidade instalada para este fim. José Leal da Costa assume à nossa reportagem que é um apaixonado pela cultura da amendoeira. Nasceu nos Estados Unidos, mais propriamente na Califórnia, que é responsável por mais de 80% da produção mundial de amêndoa e para onde voltou depois de ter feito o ensino superior em Portugal.

Foi no decorrer da sua pós-graduação que elegeu o amendoal para trabalhar profissionalmente e depois de o ter feito numa exploração onde foi responsável por 2 500 hectares de amendoal avançou com este projeto familiar em Portugal. Para o primeiro amendoal preferiu variedades ‘californianas’, ou seja de casca mole porque em seu entender são as preferidas do mercado, com a ‘Nonpareil’ no topo da lista. Este pomar estará na ‘fase cruzeiro’ em 2021 (5.º ano), mas no ano passado (3º) obteve já uma média de 860 quilos por hectare, que para o empresário foi uma grande conquista (…).

Desenvolvimento deste e de outros artigos, na edição impressa da Revista Voz do Campo.