Cereais

União Europeia: crescem as importações de milho, soja e colza

As abundantes existências mundiais, a considerável campanha de 2019/2020 na UE e as boas perspectivas na América para a próxima campanha deveriam permitir um fornecimento satisfatório do mercado nos próximos meses.

Segundo as perspectivas a curto prazo da UE para a Primavera de 2020 para os mercados de cereais e oleaginosas, a campanha de cereais da UE em 2019/2020 atingiu os 294 milhões de t (+4,5% em comparação com a média dos anteriores 5 anos). A produção de trigo atingiu os 131 milhões de t, a cevada os 55 milhões de t e o milho os 70 milhões de t.

O comércio é dinâmico nas exportações, com o trigo da UE cada vez mais competitivo. As exportações de trigo da UE deveriam atingir os 31,8 milhões de t. As exportações de cevada também estão a aumentar para 10,8 milhões de t, após 3 anos em níveis baixos. Quanto às importações, espera-se que as de milho cheguem aos 19,4 milhões de t (+34% em comparação com a média dos últimos 5 anos). As importações de trigo duro deveriam atingir os 2,1 milhões de t.

Sem importantes perturbações meteorológicas durante a temporada, a produção de cereais da UE deverá atingir os 287,8 milhões de t em 2020/2021, 2,2% mais baixo que no ano passado, mas mais elevado 2,2% que a média dos últimos 5 anos.

Fonte: DG Agricultura e Desenvolvimento Rural, baseado no Conselho Internacional de Grãos.

Em 2019/2020, o mercado da UE foi caracterizado por uma baixa produção de colza e uma ligeira diminuição nos volumes de bagaço. A produção de colza atingiu os 14,9 milhões de t, o nível mais baixo em 12 anos, devido a uma menor superfície cultivada (5 milhões de hectáres, -17% que a média dos últimos 5 anos).

Este facto foi contra-balançado, em parte, pelas elevadas importações de soja (14,2 milhões de t) e pelas importações recorde de colza (6 milhões de t). Como resultado, os volumes de bagaço diminuíram para 45,1 milhões de t, um pouco menos que o recorde do ano passado (-2% interanual).

O uso doméstico de farinhas é estável, mas ainda mais alto que a média dos últimos 5 anos (+1.8%). A diminuição na disponibilidade de grãos secos de destilaria na UE também poderá favorecer o uso de farinhas proteicas para rações.

Fonte: Comissão Europeia/ União Europeia. https://ec.europa.eu