Agropecuária Investigação Sanidade animal

Repiso de tomate na alimentação animal

  • Introdução:

A alimentação dos animais é a principal componente dos custos de produção sendo atribuída aos alimentos compostos 25% do valor total.

A adoção de sistemas de produção baseados numa maior utilização dos recursos locais (pastagens e forragens) e no aproveitamento de subprodutos agroindustriais, é desejável pois permite reduzir os custos da alimentação e melhorar a sustentabilidade económica das empresas, a sustentabilidade ambiental e reduzir a competição homem/animal por alimentos, como por exemplo os cereais.

O Grupo Operacional SubProMais – Utilização de subprodutos da agroindústria na alimentação animal, tem como objetivos dar a conhecer os subprodutos produzidos nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo passiveis de serem utilizados na alimentação animal, caracterizá-los química e nutritivamente, encontrar métodos de conservação adequados e integrá-los em dietas equilibradas e de baixo custo que cubram as necessidades dos animais, sem alterar a qualidade dos produtos obtidos.

Neste artigo, que esperamos seja o primeiro de uma série de artigos sobre utilização dos subprodutos agroindustriais produzidos em Portugal, disponibilizamos informação sobre o repiso de tomate (RT), subproduto proveniente da indústria do concentrado de tomate, cuja produção se estima compreendida entre 3 a 5% do total de tomate transformado (Zhiqiang Lu et al. 2019).

Características químicas

A composição química do RT depende da variedade de tomate utilizada, da época de colheita e do processo tecnológico utilizado (…).

Leia o artigo completo na edição de dezembro 2020.


Página web do projeto: www.subpromais.pt | Agradecimentos: Projeto SubProMais ( PDR2020-101-030988 , PDR2020-101-030993 e PDR2020-101-030991) financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), no âmbito do PDR2020

Autoria:

Mª Teresa P. Dentinho1,2, Kátia Paulos1 , Cláudia Costa1 , Liliana Cachucho3 , Olga Moreira1,2, Marco Alves5 , João Costa1 , José Santos-Silva1,2, Eliana Jerónimo3,4

  • 1Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Pólo Investigação da Fonte Boa (INIAV-Fonte Boa), 2005-048 Santarém, Portugal
  • 2Centro Investigação Interdisciplinar em Sanidade Animal (CIISA), Avenida Universidade Técnica, 1300-477 Lisboa, Portugal
  • 3Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo (CEBAL)/ Instituto Politécnico de Beja,7801-908 Beja, Portugal
  • 4MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, CEBAL, 7801-908 Beja, Portugal
  • 5Tagus Valley – Parque Tecnológico do Vale do Tejo, 2200-062 Alferrarede – Abrantes, Portugal
Bibliografia:

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