EMPRESAS & PRODUTOS olival e azeite

Oliveira é bastante agradecida a uma nutrição delineada ao detalhe

Uma boa nutrição é sempre importante, não só para uma boa produção, como também para evitar que a planta fique debilitada devido a pragas e doenças. É esta a mensagem que a Fertinagro passa aos produtores com quem trabalha, como é o caso do Monte da Cegonha, perto da Vidigueira, responsável por cerca de mil hectares de olival.

A região do Alentejo tem visto crescer a sua área de olival, nomeadamente por via de explorações modernas e altamente produtivas do que é exemplo o Monte da Cegonha, situado em Selmes (Vidigueira) e sob gestão agrícola de António Grave Jesus.

A empresa possui uma área aproximada de mil hectares de olival. No olival intensivo (7mx5metros) predominam as variedades ‘Arbequina’, ‘Picual’ e ‘Hojiblanca’, sendo a última (50 hectares) destinada sobretudo a conserva. Contabiliza também algum olival em sebe, ou “supereficiente”, como o gestor agrícola lhe prefere chamar, das variedades ‘Arbosana’ e ‘Arbequina’.

São olivais com idades distintas e com as diferentes variedades possibilitam à empresa chegar a azeites com características específicas, nomeadamente ‘verdes’, porque se privilegia a colheita relativamente cedo, quando a azeitona ainda se encontra sã. Ou seja, o mais tardar na terceira semana de outubro dá-se início à colheita para que o produto final não apresente qualquer defeito provocado por problemas sanitários na azeitona.

A empresa não tem lagar próprio mas faz o próprio azeite num lagar que depois comercializa tanto no mercado interno como no externo. À data desta reportagem já a colheita ía a meio, percebendo-se que as fortes chuvadas de maio tiveram impacto pela negativa no vingamento da floração em alguns locais. Mas, “ainda assim o resultado está a ser positivo, com bons rendimentos”.

Uma das premissas é obter azeite resíduo zero e para chegar a todos os objetivos finais não é novidade que o trabalho começa no campo, nomeadamente na escolha dos fatores de produção. António Grave elegeu as soluções Fertinagro no que respeita aos adubos sólidos dos quais, na adubação de inverno, são usados adubos complexados com libertação lenta. Nuno Lopes, técnico comercial da Fertinagro para a região, reforça que em função do pH do solo é escolhido um adubo específico para a exploração, e vão sendo satisfeitas as necessidades ao longo do ciclo vegetativo.

Assim, explica que a última solução aplicada neste olival “foi H- Durasop Actibion total, com a formulação 20-0-6 que fornece azoto de libertação controlada, potássio e elevado conteúdo em enxofre. Esta gama de fertilizantes minigranulados, tem a particularidade de beneficiar da tecnologia PROLIFE® que fornece um pacote nutricional especialmente formulado para alimentar os microrganismos de solo que desbloqueiam os nutrientes essenciais para as plantas, bem como da tecnologia AMINOVIT® que fornece aminoácidos livres à cultura, melhorando a capacidade de resposta da cultura a todo o tipo de stresses.

Esta solução funcionou em pleno e, para além de fazer a manutenção do fruto do ano, ajuda a garantir a produção do ano seguinte”.

Nuno Lopes ( Técnico Comercial da Fertinagro), Joana Lisboa ( Gestora de Produto da Fertinagro ), António Grave ( Gestor Agrícola do Monte da Cegonha)

Utilização dos produtos tem de refletir-se no resultado final

Ou seja, ambos os técnicos partilham a opinião de que a utilização dos produtos tem de refletir-se no resultado final porque, para além de significar input de dinheiro, importante a nível da conta de cultura, também há que preservar o meio ambiente e o solo, não o “massacrando com produtos/nutrientes desnecessários”.

Voltando ao olival do Monte da Cegonha, o itinerário traçado pela Fertinagro passa também pela aplicação do ‘Microquel Amin Cuaje’ na altura da pré-floração e pósvingamento. “Um produto à base de fósforo, boro, molibdénio e aminoácidos que enquanto induz a regulação estomática para potenciar a entrada de produto na sistemia da planta, também satisfaz as necessidades energéticas e de microelementos nessa fase, garantindo maior quantidade de flores viáveis, o que se traduz em produção”.

Também é utilizado o Aminovit à base de extratos húmicos e aminoácidos que vai assegurar à planta a energia necessária para colmatar os picos de consumo energético em determinadas fases, nomeadamente da do enchimento do caroço e na própria floração.

Outro produto eleito, de aplicação foliar, é o ‘Folitop Amino Kualium’, de formulação 10-5-30 com aminoácidos e microelementos .

Um itinerário que garante resposta às diferentes necessidades nas várias fases do ciclo da cultura

No seu conjunto, estes produtos, além de garantirem as diferentes necessidades nas várias fases também ajudam à manutenção da cor da própria planta, nomeadamente o último. “Sabe-se que quanto mais escuro for o olival maior é a sua eficiência em todas as suas funções”, avança o técnico.

António Grave reforça que todas as operações que se realizem no olival têm de ter um retorno superior ao input e até agora, nas escolhas que fez com a Fertinagro, “os resultados têm sido positivos a nível do rendimento final”. Regista igualmente que os técnicos da empresa realizam visitas regulares às Herdades e por norma marcam presença na altura da utilização dos produtos, apoiando sempre há necessidade de recorrer a algum detalhe mais técnico.

Para rematar, conclui que a oliveira é uma árvore “bastante agradecida”, se lhe forem dados os inputs e acompanhamento corretos (imagens aéreas, rega, sondas, armadilhas para ver o nível económico de ataque da mosca …). “Sem utilização destas ferramentas o agricultor chega ao fim do ano e não retira o rendimento pretendido”.

Joana Lisboa é gestora de produto da Fertinagro e explica à nossa reportagem que todo o portefólio da empresa assenta na microbiologia do solo e disponibilização de nutrientes do solo. “Como tal, todas as soluções vão fornecer indutores metabólicos para alimentar e estimular os microrganismos de solo e potenciar a solubilidade do fósforo, do potássio e do azoto para as plantas”.

Hoje a empresa já acompanha uma área considerável de olival, nomeadamente no Alentejo, desde início da campanha até à colheita. “A forma de trabalhar passa precisamente pelo acompanhamento aos produtores, dando-lhe todas as soluções para a melhor nutrição da cultura, tendo recentemente lançado no mercado uma nova gama de resíduo zero, interessante para o olival como para todas as outras culturas porque é esse o caminho da agricultura”.

Em jeito de conclusão a mensagem que deixam a outros produtores é que “uma boa nutrição é sempre importante, não só para uma boa produção, como também para evitar que a planta fique mais debilitada devido a pragas e doenças”.