Agropecuária Inovação

Agricultura de Precisão e Biodiversidade são dois mundos conjugáveis

Cada decisão baseada em dados reais para obtenção da máxima rentabilidade e eficiência

〈 18/03/21 〉

2021 está já a revelar-se desafiante para os produtores de leite, com o aumento do preço das matérias-primas, enquanto em Portugal persistem os mais baixos preços do leite ao produtor. Mais do que nunca é fundamental obter a máxima rentabilidade e eficiência. Foi este o mote para a primeira parte do Colóquio Nacional do Leite, organizado pela APROLEP e que teve como tema central a “Agricultura de Precisão e Biodiversidade na Cultura do Milho”.

Não é novidade para ninguém que 2020 foi um ano complexo para os produtores nacionais, mas graças a um grande esforço coletivo continuaram a chegar alimentos frescos à mesa dos portugueses. 2021, que ainda agora começou, está a revelar-se ainda mais desafiante, nomeadamente para os produtores de leite, com o aumento do preço das matérias-primas, enquanto em Portugal persistem os mais baixos preços do leite ao produtor. Mais do que nunca é fundamental obter a máxima rentabilidade e eficiência. Foi desta forma que Marisa Costa, dirigente da APROLEP – Associação dos Produtores de Leite de Portugal – deu o mote para a primeira parte do Colóquio Nacional do Leite de 2021, organizado por aquela Associação e por razões óbvias realizado em formato digital.

Registe-se que o milho silagem é o principal alimento das vacas leiteiras em Portugal e o milho grão é parte importante na composição das rações das diversas espécies pecuárias. Assim, o tema escolhido pela APROLEP foi “Agricultura de Precisão e Biodiversidade na Cultura do Milho”, procurando acompanhar os agricultores e produtores de leite na biodiversidade, sem descurar a eficiência na agricultura e na pecuária. A sessão desenrolou-se a partir da comunicação de João Coimbra, conhecido produtor de milho, dirigente associativo e comunicador através do blog “Milho Amarelo”, com provas dadas na conjugação destes “dois mundos”.

Seguiu-se uma mesa redonda, moderada por Luís Alcino Conceição, responsável pelo Centro de Competências InovTechAgro, homologado no final de setembro para as competências específicas da agricultura de precisão, mecanização e digitalização. Participaram na mesa redonda José Luis Amaro (Bayer / Dekalb), Pedro Martins (Syngenta), Jorge Martinez Guanter (Pioneer) e Joaquim Teixeira (Mas Seeds).

João Coimbra fez a sua apresentação com base na sua experiência pessoal e profissional que tem desenvolvido nos últimos anos na Quinta da Cholda, empresa familiar, situada no Vale do Tejo, composta por vários núcleos agrícolas e alguns núcleos florestais. Produz várias culturas, nomeadamente cerca de 530 hectares de milho, 80 hectares de trigo de sequeiro, 30 hectares de pousio e 50 de arroz (…).

Artigo completo publicado na edição de março 2021.