Certificação EMPRESAS & PRODUTOS

Certificação Florestal do Pinhal Manso: Mais-valias para a cadeia de valor

A 2BForest Lda. é uma empresa de consultoria em certificação florestal que apoia proprietários e empresas na valorização do seu negócio por via de sistemas internacionais de certificação florestal, por acreditar que constituem um instrumento de mercado incontornável com reflexos a médio-longo prazo na viabilidade do Mundo Rural.

〈 27/03/21 〉

A 2BForest atua ao nível de toda a fileira florestal, começando na floresta, com o grupo de certificação de gestão florestal de proprietários; passando pelos empreiteiros florestais, através do grupo de cadeia de custódia; colaborando com a indústria transformadora, através de consultoria e auditorias; comunicando com o consumidor final, com o projeto de arquitetura e construção – o “2B_Office”.

Os principais motivos que levam os proprietários a certificarem as áreas florestais:

São três os principais fatores que têm levado proprietários a certificar as áreas florestais:

  • Valor acrescido na venda de produtos: em determinadas fileiras florestais é publicamente anunciado uma diferenciação no preço de produtos (madeira/cortiça) quando a origem é de florestas certificadas, como forma de contribuir para o custo associado ao processo de certificação das áreas florestais;
  • Maior pontuação nas candidaturas a financiamentos públicos: em algumas candidaturas a fundos comunitários há atribuição de pontuação a áreas que estejam certificadas, melhorando a VGO (Valia Global de Operação), aumentando a probabilidade de acesso a apoios públicos;
  • Acesso a programas da indústria: A 2BForest tem parcerias com a fileira da pasta e papel, nomeadamente ao programa Premium da The Navigator Company, com aconselhamento técnico ao nível das rearborizações, pragas e doenças, produtividades e formação na área do eucalipto, bem como a programas da CELPA, como “Limpa e Aduba” e “Reflorestar” que premeia o acesso de áreas florestais certificadas.

A certificação de áreas florestais, por sistemas internacionalmente reconhecidos, e auditados anualmente por entidades terceiras, trazem para o terreno a oportunidade de os proprietários poderem fazer “Mais e Melhor Floresta”, cumprindo um conjunto de requisitos normativos, com um compromisso de melhor gestão futura da floresta, que pode ser comunicado de uma forma positiva e consciente da Gestão Praticada.

As principais responsabilidades de um proprietário

Como em qualquer sistema de certificação, os detentores de um certificado têm responsabilidades acrescidas ao nível da sustentabilidade da sua floresta, mas ao aderirem ao grupo da 2BForest têm um conjunto de técnicos e parceiros especializados que os apoiam no cumprimento dessas responsabilidades. Têm também acesso à Plataforma ForestSIM®, uma plataforma cloud based desenvolvida para apoiar a gestão de áreas florestais certificadas, facilitando o acesso dos proprietários florestais ao seu planeamento, a partir do seu computador ou telemóvel.

Os investimentos em certificação

O investimento necessário para obter e manter a certificação da área florestal depende do ponto de partida da gestão aí praticada. Na maioria dos casos, em áreas associadas a pinheiro manso produtivas, os proprietários já gerem ativamente as suas florestas, pelo que o sistema de certificação apenas traz um reconhecimento das Boas Práticas desenvolvidas e oportunidades de melhoria em áreas que tradicionalmente não são do conhecimento geral dos gestores, como a parte da biodiversidade, ou da Higiene e Segurança no trabalho. Nestes casos, os custos adicionais associados à certificação devem-se essencialmente a custos associados ao processo de certificação.

O grande desafio da certificação é por um lado, implementar mecanismos de valorização em produtos e serviços onde a mais-valia da certificação não é ainda reconhecida pelo mercado, e por outro, aumentar a perceção por parte dos gestores de outros benefícios não tão diretos e de médio longo prazo que um maior apoio técnico à gestão florestal pode trazer, de forma a que estes sejam considerados na equação de receitas e custos inerentes à certificação, e possam contribuir para uma maior viabilidade do negócio!

Principais Cadeias de Valor associadas à certificação da floresta

Os dois principais cenários de Cadeias de Valor associados à certificação florestal dividem-se em:

1) Produtos em que Certificação é valorizada pelo mercado e;

2) Produtos e serviços em que o mercado não valoriza a certificação. No primeiro cenário, o proprietário tem uma clara perceção dos benefícios na venda dos produtos, pois o mercado diferencia positivamente a certificação florestal com acréscimo de rentabilidade na exploração. O benefício é direto e facilmente percecionado. Os benefícios indiretos, como o potencial aumento da produtividade e da resiliência dos povoamentos são reconhecidos ao longo do tempo.

No segundo cenário, o proprietário adere à certificação para aceder a mecanismos/apoios financeiros à gestão de áreas onde os produtos (ex. pinhão) ou serviços gerados (ex. carbono) não têm um mercado que os valoriza e diferencia positivamente. Nestes casos, o proprietário tradicionalmente não vê a certificação como uma vantagem no médio-longo prazo, e desinveste no processo, com consequências na sustentabilidade futura destas áreas. Este cenário exige uma dinamização urgente da marca da certificação florestal junto do mercado e consumidores finais.

Pode a certificação florestal ajudar na cadeia de valor do pinhão?

Tradicionalmente, as cadeias de valor associadas às áreas de pinhal manso enquadram-se no cenário 2, nestes casos devem ser trabalhadas as questões ao nível do mercado, das políticas públicas e privadas de abastecimento, de apoio à certificação da cadeia de custódia na fileira do pinhão, bem como na certificação das áreas de pinhal manso.

A 2BForest acredita que a certificação florestal deve considerada uma mais-valia para a afirmação da cadeia de valor das fileiras de base florestal, a nível nacional e Internacional.

Artigo comercial

Para mais informações: geral@2bforest.pt | www.2bforest.pt

Artigo completo publicado na edição de janeiro 2021.