Sanidade vegetal Vinha & Vinho

Avisos agrícolas da Região do Douro

Circular 03 Régua, 7 abril 2021 – Avisos agrícolas da Região do Douro

〈 11/04/21 〉

Estação de Avisos do Douro

Míldio:

Em meados de março, verificámos a germinação dos oósporos em 24 horas, encontrando-se estes já em condições de provocarem infeção primária.

A precipitação registada nos dias 1 e 2 de abril, proporcionou condições para a ocorrência de infeções primárias de míldio no Baixo Corgo (e em outros locais onde a precipitação tenha sido elevada). A probabilidade de infeção da doença é maior nas vinhas que, nessas datas, apresentavam já lançamentos superiores a 10 centímetros.

Assim, aconselhamos os Srs. Viticultores a efetuarem um tratamento anti-míldio antes do dia 12 / 13 de abril. O tratamento deverá ser posicionado o mais próximo possível desta data, para que, caso surjam as manchas primárias, o fungicida se encontre em fase de plena atividade.

Nas vinhas que foram já tratadas contra o míldio, poderá ser necessário renovar o tratamento, de modo a que a vinha se encontre protegida na data acima referida. Lembramos que nesta fase, a persistência de ação dos tratamentos pode não ultrapassar os 10 dias.

Tendo em consideração que a vinha se encontra em fase de crescimento ativo, aconselhamos que seja dada preferência a um fungicida sistémico que possua ação curativa e anti-esporulante.

Caso se verifique qualquer atraso no tratamento, dever-se-á optar por um fungicida sistémico que possua ação curativa.

Nas vinhas das zonas mais altas, que nas datas acima referidas, apresentavam desenvolvimento vegetativo ainda reduzido, não é necessário efetuar qualquer tratamento antimíldio.


Oídio:

Nas vinhas em que for realizado o tratamento contra o míldio, deverá ser adicionado à calda enxofre molhável.

A quantidade a aplicar por hectare (dose) deverá corresponder à concentração indicada no rótulo do produto a utilizar.

Nas vinhas em que não for necessário realizar o tratamento anti-míldio, deverá ser efetuada a aplicação de enxofre em pó quando os pâmpanos atingirem 20 cm, não ultrapassando a dose de 20 kg/ha, se as condições meteorológicas o permitirem.

A enxofra deverá ser realizada com polvilhador ou torpilha, para que o produto fique depositado sob a forma de uma fina camada à superfície das folhas da videira, evitando a sua escorrência e acumulação no solo.

As aplicações de enxofre em pó devem ser realizadas com a folhagem seca, para diminuir o risco de fitotoxidade (queima).


PODRIDÃO NEGRA (Black Rot)

Nas vinhas com historial de Black Rot, que em anos anteriores tenham manifestado sintomas, deverá existir o cuidado de selecionar os fungicidas que possuam também eficácia contra esta doença.

Se o Sr. Viticultor tiver dúvidas na identificação desta doença, deverá contactar a Estação de Avisos.Se o Sr. Viticultor tiver dúvidas na identificação desta doença, deverá contactar a Estação de Avisos.

Os fungicidas homologados para a cultura da vinha, devem ser consultados no site da DGAV: SIFITO – Sistema de Gestão das Autorizações de Produtos Fitofarmacêuticos – Sifito (dgav.pt).

Consulte o aviso oficial aqui: http://vozdocampo.pt/wp-content/uploads/2021/04/Circular_EAD_03-211.pdf

Mais informação em: https://portal.drapnorte.gov.pt