Agroalimentar

Sustentabilidade. Pensar o conceito aplicado à cadeia alimentar

No final da década de 80, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura abordava o desenvolvimento sustentável, definindo-o conceito “ambientalmente não degradante, tecnicamente apropriado, economicamente viável e socialmente aceitável”.

Embora tenha considerado esta tríade – ambiental, económica e social –, durante décadas o debate desenvolveu-se em torno das questões relacionadas com o ambiente e se colocássemos – e ainda se colocarmos hoje – a questão sobre o que é a sustentabilidade, certamente que as respostas estariam relacionadas, em primeiro lugar, com a preservação dos recursos naturais e as alterações climáticas.

É facto inegável que deve ser firme a análise sobre o impacto de toda a cadeia alimentar em termos ambientais. Contudo, dado os modelos económicos e sociais para os quais evoluímos, não poderíamos balizar novas políticas apenas por estudos, pesquisas, investigações nesta vertente.

Nesse sentido, já em 2015, a ONU apresentou a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, uma estratégia mais completa e abrangente, que veio juntar as abordagens ambiental, económica e social, através de objetivos e metas integradas.

Também com este foco, mas num contexto local, a Comissão Europeia veio apresentar, já em 2020, a Estratégia “Do Prado ao Prato”, com o objetivo de promover a “transição para sistemas alimentares mais sustentáveis e saudáveis”, cuja definição e concretização deverá ficar firmada num quadro legislativo próprio, que previsivelmente estará pronto em 2023 (…).

Autoria: Pedro Queiroz

  • Diretor-geral da FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares).

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