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A vida do solo. O melhor fertilizante: Ferttybyo

A agricultura é uma das atividades humanas que mais contribui para o aumento de poluentes químicos no solo devido ao uso excessivo de fertilizantes e produtos fitofarmacêuticos. O óxido nitroso (N2O) é um claro exemplo de poluente produzido pelo uso excessivo de fertilizantes azotados e é um dos principais gases que contribuem para o efeito estufa e aquecimento global.

As culturas, no entanto, precisam de ser tratadas de forma a obter resistência a doenças, tolerância a sais, secas e metais pesados e bons valores nutricionais. Para isso, uma boa estratégia a seguir, é a utilização de microrganismos do solo que aumentem a absorção de nutrientes e a eficiência no uso da água.

Entre este tipo de microrganismos, os mais promissores são o PGPR (Plant Growth Promoting Rhizobacteria), que tanto podem ser utilizados para melhorar a saúde das plantas como para aumentar o seu crescimento sem contaminação ambiental. Esses PGPRs são bactérias que se encontram na rizosfera e que melhoram o crescimento das plantas por meio de diferentes mecanismos: solubilização de fósforo, produção de sideróforos, fixação de azoto atmosférico, produção de hormonas vegetais, produção de compostos orgânicos voláteis (VOC), ou atividade fungicida/bactericida, entre outros.

Solubilização de fósforo

O fósforo é (depois do azoto) um dos nutrientes mais importantes para as plantas. As formas insolúveis de fósforo estão presentes em abundância no solo, tanto na forma orgânica como na inorgânica. Existem apenas duas formas de fósforo que podem ser absorvidas pelas plantas: iões monobásicos (H2PO4 – ) e dibásicos (H2PO4 2-). Existem microrganismos capazes de converter o fósforo do solo de forma a ser aproveitado pelas plantas. Alguns desses microrganismos são: Azotobacter, Bacillus, Burkholderia, Erwinia ou Pseudomonas, entre outros.

Fixação de azoto

O azoto atmosférico N2 pode ser convertido em formas utilizáveis pelas plantas por diferentes mecanismos. A fixação biológica converte formas não utilizáveis pelas plantas em amónio por meio da enzima nitrogenase, como foi abordado num artigo anterior (https:// www.arvensis.com/blog/bacterias-fijadoras-denitrogeno-arvensis-agro-sa /). Os microrganismos que realizam esse processo podem ser simbióticos e não simbióticos. As plantas não leguminosas podem associar-se a microrganismos fixadores de azoto, conhecidos como diazotróficos. Algumas bactérias bem conhecidas que apresentam esta característica são: Nostoc, Anabaena, Azospirillum, Azotobacter (…).

Produção de hormonas

Várias espécies de PGPR produzem hormonas como IAA, ácido giberélico e citoquinina capazes de aumentar a germinação de sementes, crescimento de raízes, área foliar, teor de clorofila, magnésio, teor de proteína, tolerância à seca, … Alguns exemplos de bactérias produtoras de hormonas vegetais são; Pseudomonas ou Azotobacter.

Bio controlo

Muitas cepas de PGPR têm o papel potencial de sintetizar compostos para controlar várias doenças de plantas. Além disso, existem outros mecanismos para o controlo de patógenos como competição por nutrientes e espaço, produção de enzimas líticas, sideróforos e antibióticos. Bactérias como Enterobacter, Paenibacillus ou Streptomyces apresentam atividade de bio controlo.

Atividade anti-geada

Foram detetadas certas bactérias psicrofílicas ou psicrotolerantes capazes de sintetizar proteínas anti congelamento (AFP). Essas proteínas têm uma atividade de nucleação que auxilia a formação de cristais de gelo fora da célula bacteriana. Essas propriedades facilitam o crescimento das plantas em condições de temperaturas adversas. Esta atividade foi descrita na bactéria Pseudomonas putida GR 12-2.

Biorremediação

As plantas não toleram bem certas concentrações de metais pesados, mas algumas bactérias são capazes de neutralizar a toxicidade produzida pela ligação a grupos funcionais carregados negativamente. Desta forma, as bactérias ajudam a mobilizar os poluentes e a melhorar a sua desintoxicação.

Stress salino

Em condições de stress salino, o crescimento da planta é atrasado devido ao desequilíbrio de iões e a absorção de nutrientes. Certos PGPRs aumentam a capacidade radicular de absorção de água, de forma a superar o stress salino de forma mais fácil.

Produção de sideróforos

Embora o ferro seja um mineral abundante na superfície da Terra, não se encontra facilmente acessível às plantas. O ferro está geralmente presente na natureza como Fe3 +, que é muito insolúvel. De forma a resolver esse problema, os PGPRs segregam sideróforos, proteínas de baixo peso molecular que se ligam ao ferro e atuam no processo de quelação.

Como pode ser visto, as bactérias presentes no solo no ambiente da raiz possuem propriedades muito interessantes que podem ser (e são de facto) muito úteis para a planta.

O nosso produto FERTTYBYO contém um grande número de bactérias PGPR e, desta forma, a sua aplicação melhora o crescimento das plantas, reduzindo também a necessidade de fornecer fertilizantes químicos que prejudicam o meio ambiente.

Referências
Meena, M, Swapnil, P, Divyanshu, K, et al. PGPR mediated induction of systemic resistance and physiochemical alterations in plants against the pathogens: Current perspectives. J Basic Microbiol. 2020; 60: 828– 861. https://doi.org/10.1002/jobm.202000370 Bhattacharyya, P.N., Jha, D.K. Plant growth-promoting rhizobacteria (PGPR): emergence in agriculture. World J Microbiol Biotechnol 28, 1327–1350 (2012). https://doi.org/10.1007/s11274-011-0979-9 Vejan, Pravin; Abdullah, Rosazlin; Khadiran, Tumirah; Ismail, Salmah; Nasrulhaq Boyce, Amru. 2016. «Role of Plant Growth Promoting Rhizobacteria in Agricultural Sustainability—A Review» Molecules 21, no. 5: 573. https://doi.org/10.3390/molecules21050573

Autoria: Arvensis Agro

Consulte o artigo completo na edição de março 2021.