Agrociência Floresta

Pinheiro. Fonte de matéria-prima: Uso terapêutico e medicinal

Figura 1. Esquerda: Pinus pinaster Aiton; direita: Pinus pinea L.

Dentro do género Pinus existem duas espécies dominantes em Portugal, o pinheiro manso (Pinus pinea L.) e o pinheiro bravo (Pinus pinaster Aiton), que ocupa a maior mancha florestal comparativamente.

Do ponto de vista ecológico, ambiental, paisagístico e económico, ambos apresentam grande relevância, o que tem justificado a intervenção de ciências com o uso de áreas técnicas multidisciplinares como a silvicultura, com a aposta em programas de melhoramento genético, alavancados por projetos de florestação e reflorestação (PAC).

Estas espécies contribuem fortemente para o equilíbrio ecossistemático, favorecem a purificação e a qualidade atmosférica, evitam a erosão dos solos arenosos, protegem a fixação de dunas, mantêm uma elevada biodiversidade de fauna e flora, movida pela interação dentro da cadeia alimentar, constituída por espécies endémicas (ICNF). Acrescentam valor, como fonte de uma gama alargada de matérias-primas, originárias de diferentes partes do potencial vegetal bruto, utilizadas na indústria de transformação, tanto para bens de produção, como bens de consumo. São exemplos, como principais fontes de receitas na balança comercial, a madeira, o pinhão comestível do pinheiro manso, a resina e seus derivados. Das substâncias mais importantes, resultantes da destilação da resina, é a terebintina (óleo essencial, conhecido comumente como aguarrás), da qual são retirados alguns dos seus constituintes, utilizados na indústria de 2ª transformação para a síntese de compostos aromáticos com interesse farmacológico, no uso farmacêutico e medicinal, onde assenta o nosso estudo.

Na nomenclatura científica apresentam-se como Pinus pinaster Aiton e Pinus pinea L. (figura 1), conhecidas pelos nomes vulgares de pinheiro bravo, pinheiro marítimo, pinheiro das landes; e pinheiro manso, pinheira, respetivamente. Pertence à família botânica das Pináceas.

Ambas as espécies são resinosas, persistentes, com uma longevidade aproximadamente de 200 anos (…).

Leia o artigo completo, publicado na Revista Voz do Campo – Edição de março de 2021.

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