Grande Entrevista

“Trabalho feminino no universo agrícola é profundamente invisibilizado”

Laura Tarrafa, Engenheira do Ambiente, é presidente da Associação das Mulheres Agricultoras Rurais Portuguesas para o triénio 2020-2023.

Laura Tarrafa, presidente da MARP

A MARP, Organização filiada na CNA, tem como objetivo a defesa dos direitos das mulheres agricultoras e rurais, definindo-se como uma rede de apoio, de reflexão, de levantamento de problemas e de influência na definição de políticas públicas, até porque “o trabalho feminino no universo agrícola é profundamente invisibilizado”, como nos elucida, em entrevista.

Com que objetivos foi fundada a Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas?

Já com mais de duas décadas de existência, a MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas, é uma associação constituída por agricultoras, por pessoas singulares ou coletivas ligadas à produção agroflorestal predominantemente de base familiar e a outras atividades. Assim é nosso objetivo a defesa dos direitos das mulheres agricultoras e rurais, vinculados à manutenção e desenvolvimento dos espaços rurais, criação e qualificação de emprego, para a melhoria da qualidade do trabalho, pela qualidade da produção agroflorestal e pela manutenção dos ecossistemas naturais que suportam o desenvolvimento do Mundo Rural Português.

Ainda se mantém com esses mesmos objetivos, ou hoje as necessidades são outras?

As mulheres agricultoras e rurais continuam a somar razões para se unirem de forma organizada. Se os preços à produção agrícola, em especial à produção da agricultura familiar, continuam abaixo do que é digno, os serviços públicos que sustentam a vida nas aldeias e vilas de Portugal são cada vez mais escassos, dificultando a vida familiar, social e cultural nos territórios. É, por isso, fundamental defender a concretização de políticas públicas que beneficiem a atividade agrícola, nomeadamente a concretização do Estatuto da Agricultura Familiar, por exemplo através da valorização do papel da mulher agricultora (que deve ser introduzido no Decreto-lei que consagra o estatuto). Valorizar quem vive e trabalha nas aldeias e vilas é favorecer a soberania alimentar, com base em sistemas produtivos tradicionais, que respeitem a terra e as gentes, a cultura e as sementes, os ecossistemas e os recursos naturais (…).

Leia a entrevista completa na edição de maio 2021. Adquira aqui.