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O que deve saber sobre a doença da podridão do colo da amendoeira (𝑷𝒉𝒚𝒕𝒐𝒑𝒉𝒕𝒉𝒐𝒓𝒂 spp).

Segundo Doll (2019), a Phytophthora spp. é uma doença das amendoeiras causada por um fungo patogénico que prolifera em condições ideais de humidade, ou seja, se no solo existir água em abundância, estamos perante um meio favorável ao seu desenvolvimento.

Trata-se de um fungo comum em todas as regiões do mundo onde se produz amêndoa. São conhecidas seis ou mais espécies causadoras de doença. Os sintomas da doença são a podridão das raízes e do colo e por vezes também o aparecimento de cancro (cancro espumoso ou “Foamy Canker”) no tronco e nos ramos da árvore. O cancro espumoso é uma doença emergente em Espanha e em Portugal (Tourget et al., 2016) no entanto é conhecida desde 1974 nos vales de Sacramento e S. Joaquim na Califórnia (Fuster e Fuente, 2019).

Nos estágios iniciais da doença, é difícil distinguir as árvores doentes, das árvores sãs. Com o avançar da doença, as folhas começam a apresentar uma tonalidade clorótica e ausência de crescimentos apicais. À medida que o declínio se desenvolve, frequentemente também surgem grandes quantidades de seiva exsudada, a qual costumamos designar de gomose, de cor acastanhada.

Afeta principalmente árvores de dois a três anos de idade, mas também pode afetar árvores adultas que estejam mais debilitadas. As árvores começam a demonstrar um debilitamento progressivo ao longo de várias estações, ou então morrem repentinamente no final da primavera, ou no verão, normalmente a seguir aos anos em que o clima se apresenta mais húmido (Bielsa et al., 2017).

Existem algumas técnicas culturais que podem reduzir o aparecimento da doença, como a realização da plantação em camalhões, para permitir uma boa drenagem da água de rega, e fazer uma boa gestão da rega de forma a impedir que o solo não fique saturado por mais de 24 horas seguidas, para evitar que surjam pontos de infeção com o fungo.

O tubo gotejador de rega deve ficar distanciado do tronco da árvore, para evitar que a água se acumule durante algum tempo junto ao colo da planta (Bielsa et al, 2017). Embora a eleição do porta-enxerto e as práticas culturais sejam fundamentais para reduzir o aparecimento da doença, também existem alguns produtos químicos para a combater, como por exemplo, fungicidas sistémicos como o metalaxil, os fosfonatos e o fosetil de alumínio.

Outra possibilidade para o controlo da doença é o controlo biológico através de outros fungos, como os do género Trichoderma spp., conhecidos por trichoderma, que engloba fungos de vida livre, que se reproduzem assexuadamente (Machado et al., 2012) são biofungicidas, antagonistas dos fungos patogénicos para as plantas, presentes no solo.

Apresentam elevada capacidade para colonizar a rizosfera das plantas, ou seja, crescem mais rapidamente na superfície das raízes, do que os outros fungos do solo e entram em competição pelos nutrientes, impedindo que o fungo patogénico se desenvolva pela falta dos mesmos (Koppert, 2019).

 

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