Agropecuária Evento realizado Internacional

Sessão de Apresentação e Divulgação do Projeto Conjunto de Internacionalização PORTUGUESE MEAT

A Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones (FERA) realizou no dia 24 de maio de 2021, na Sala de Conferências do Mira Center (Centro de Ciência e Iniciativas Empresariais de Mira) em Mira, a Sessão de Apresentação e Divulgação do Projeto Conjunto de Internacionalização PORTUGUESE MEAT.

〈 25/05/21 〉

Este é um projeto cofinanciado pelo Compete2020, no âmbito do Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização – Projetos Conjuntos – Internacionalização das PME, e tem como objetivo a promoção internacional e o aumento das exportações de carne de raças autóctones portuguesas das espécies bovina, caprina, ovina e suína.

A sessão contou com a especial participação do Presidente da Câmara Municipal de Mira, Dr. Raúl Almeida, da Mestre Rosa Maria Rodrigues da Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região Centro (DSAVRC), a Eng.ª Carla Pereira, diretora da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), o Eng.º Rui Dantas, presidente da direção da FERA, tendo também estado presente o Eng.º Pedro Vieira, do Gabinete de Recursos Genéticos Animais da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)  , entre outros participantes, nomeadamente, representantes de PME/Agrupamentos. O evento, aberto ao público, contou cerca de uma centena de participantes, que assistiram ao mesmo presencialmente, mas sobretudo através de livestreaming.

A sessão iniciou-se com uma apresentação do Eng.º Rui Dantas, onde referiu o sucesso do projeto Portuguese Beef, anteriormente promovido pela FERA, que consistiu na “criação de uma marca comum para as carnes bovinas autóctones portuguesas com vista à sua internacionalização”, e que contribuiu para o desenvolvimento do, atual, Portuguese Meat.

A FERA representa mais de metade das raças autóctones existentes em Portugal, como salientou o Eng.º Rui Dantas, referindo que estas possuem uma relevância económica, social, cultural e biológica, sendo importante a sua proteção, uma vez que, “a maioria dos produtos de origem animal portugueses com proteção comunitária têm por base as raças autóctones”. Estas são obtidas com “altos padrões de qualidade, segurança alimentar, respeito pelo ambiente e pelo fair trade”, preservando atributos associados à natureza, cultura e tradições locais.

O Presidente da Câmara Municipal de Mira, salientou a importância de preservar o património português que apresenta potencial económico para o país, revelando o seu apoio no projeto apresentado.

Na apresentação do projeto Portuguese Meat, a técnica gestora do projeto, identificou os principais objetivos do mesmo, o quadro de investimentos e plano das ações que englobam o projeto, assim como os principais mercados e resultados esperados. O projeto prevê a aposta em 13 mercado externos, com a participação em 3 feiras internacionais, 15 viagens de prospeção, 2 missões inversas, entre outras ações, visando aumentar a intensidade das exportações dos agrupamentos aderentes, de 3,67% para 8,07% no final do projeto.

A diretora da DSAVRC salientou o papel da DGAV no acompanhamento do projeto apresentado, sendo um organismo institucional importante para a partilha de “soluções da produção e promoção dos produtos provenientes de animais de raças autóctones portuguesas”. O interesse de cooperação com o projeto está também ligado ao facto de partilharem ideais importantes como a “saúde e bem-estar animal, resiliência socioeconómica, sustentabilidade ambiental e eficiência e produção de qualidade da carne”. Foi também salientado, a importância socioeconómica da criação de animais de raças autóctones para os produtores assim como para o território onde são criados.

A sessão finalizou com a intervenção, por videoconferência, da Eng.ª Carla Pereira, que definiu o Portuguese Meat, como um projeto com um plano de ação ambicioso que engloba uma diversidade de produtos das várias espécies envolvidas, salientando, a importância destes projetos para o “aumento do rendimento dos agricultores e o valor acrescentado para as carnes das raças autóctones portuguesas” na entrada de novos mercados. As raças autóctones constituem um património genético fundamental para garantir a sustentabilidade dos territórios nas zonas rurais.

Enfatizou, igualmente, a importância do papel da FERA na representação do trabalho em equipa dos agrupamentos que representa, uma vez que, sozinhos, seria mais difícil para os mesmos de entrarem nos mercados internacionais.

Informação disponibilizada pela Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones (FERA).