Ambiente Governamental Sanidade vegetal

Considerações finais do FFA2021

Ao longo do ano, o Fórum para o Futuro da Agricultura organiza conferências regionais e eventos online para discutir a agricultura e o ambiente a nível nacional em toda a Europa.

〈 26/05/21 〉

Portugal acolheu hoje – dia 26 de maio, pelas 9h30, em Santarém, a conferência regional do Fórum para o Futuro da Agricultura, sob o tema das práticas agrícolas no sul da Europa com uso sustentável da água e gestão de habitats agrícolas.

Consulte aqui algumas das opiniões, construtivas e construtoras de grande importância que foram citadas no decorrer do evento:

Eduardo Oliveira e Sousa

«A água é uma arma no combate às alterações climáticas, e por isso precisamos de ter instrumentos para a armazenar. Se não for a agricultura regada não conseguiremos produzir em fase de acentuadas alterações climáticas.

O valor da água é absoluto. Temos que perceber que o preço a pagar pela água deve estar associado à forma como a gerimos».

Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal.

 

Thierry de l'Escaille

«A nossa ambição é mostrar que os agricultores são parte da solução e querem gerir a biodiversidade. Teremos que sensibilizar os políticos sobre o poder das parcerias»

Thierry de l’Escaille, Secretário-Geral da European Landowners’ Organization.

 

Bosco Torremocha

«A agricultura vai continuar a crescer, temos de melhorar a responsabilidade ambiental das nossas empresas, trabalhemos em conjunto para a solução».

 

Afonso do Ó

«Os sistemas agrícolas mediterrânicos vão-se manter em alto risco até que sejam adotadas ações de gestão preventiva da água, assegurando serviços de ecossistemas. O uso eficiente, a reutilização e a reciclagem da água devem vir primeiro e só depois pensarmos noutras soluções como as barragens.

Temos de quebrar a barreira entre ambientalistas e agricultores. É necessário estabelecer pontes e um diálogo entre todos para uma melhor gestão da água na agricultura».

Afonso do Ó da WWF Portugal.

 

Bruno Bobone
«Uma das lições que a pandemia nos trouxe é que precisamos de investir em maior capacidade produtiva em Portugal e reforçar a internacionalização da nossa agricultura».
 “Aumentar a sustentabilidade através de acordos de comércio”.

Bruno Bobone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

 

Pascale Rouhier

«Cooperação e colaboração são fundamentais para termos maior sustentabilidade no setor agroalimentar».

 

Emily Rees

«Os atuais acordos de comércio são a 1ª arma da UE no que se refere à sustentabilidade, são uma oportunidade única de dar maior visibilidade à Estratégia do Prado ao Prato e ao Pacto Ecológico Europeu».

 

João Rui Ferreira

«As exportações de cortiça ultrapassaram os mil milhões de euros nos últimos anos. Por cada euro exportado retemos 0,85€ na economia local. O sobreiro fixa as pessoas ao território, é um bom exemplo para retenção de carbono e muito bem adaptado às alterações climáticas».

 

António Gonçalves Ferreira

«O Pacto Ecológico Europeu e a Estratégia de Biodiversidade são boas iniciativas, mas vão ferir de morte a agricultura da UE se não alterarmos os métodos para as atingir».

 

Eduardo Oliveira e Sousa

«O Prémio Nobel da Química de 2020 foi atribuído a 2 cientistas responsáveis pela edição do genoma. A UE deve confiar na ciência e desmistificar os temores à volta das Novas Técnicas Genómicas no melhoramento das plantas».

Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP.

 

Álvaro Amaro

«Espanta-me um pouco que estejamos dependentes da decisão de um tribunal (europeu) quando a ciência já provou que não há riscos das novas técnicas genómicas face ao melhoramento convencional de plantas».

Álvaro Amaro, eurodeputado.

 

Pedro Fevereiro

«É necessário atualizar a regulamentação da UE, que tem mais de 20 anos, na área do melhoramento de plantas. Não deve basear-se nas tecnologias de obtenção, mas sim no produto final que é utilizável (plantas) pelos agricultores».

 

Rui Barreiras

«Não podemos pôr o ónus todo na agricultura, os consumidores devem estar dispostos a pagar mais pelos alimentos e a mudar comportamentos para conseguirmos reduzir os impactos e atingir as metas do Pacto Ecológico Europeu».

Rui Barreiras, Associação Natureza Portugal

 

Paula Carvalho

«A UE não pode ficar para trás neste avanço científico – Novas Técnicas Genómicas -, deve dar passos informados e seguros, comunicar ciência e ser credível. A mutagénese induzida, por exemplo, pode desempenhar um papel central no desenvolvimento de novas variedades vegetais adaptadas às alterações climáticas».

 

José Pereira Palha

«As novas tecnologias de melhoramento genético são absolutamente fundamentais para ultrapassar os desafios das alterações climáticas e produzir alimentos a preços acessíveis. É o único caminho que temos para continuar a fazer agricultura».

José Pereira Palha, agricultor e presidente da ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Cereais

 

António Sevinate Pinto

«A agricultura europeia precisa de tecnologias alternativas que contribuam para o aumento da produtividade e da sustentabilidade do setor. Há que acelerar o processo de adoção das novas técnicas genómicas».

 

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