Na primeira pessoa

❝ As mulheres agricultoras e rurais continuam a somar razões para se unirem de forma organizada ❞

Laura Tarrafa, Engenheira do Ambiente, presidente da MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas

〈 06/06/21 〉 

“Se os preços à produção agrícola, em especial à produção da agricultura familiar, continuam abaixo do que é digno, os serviços públicos que sustentam a vida nas aldeias e vilas de Portugal são cada vez mais escassos, dificultando a vida familiar, social e cultural nos territórios. É, por isso, fundamental defender a concretização de políticas públicas que beneficiem a atividade agrícola, nomeadamente a concretização do Estatuto da Agricultura Familiar, por exemplo através da valorização do papel da mulher agricultora (que deve ser introduzido no Decreto-lei que consagra o estatuto). Valorizar quem vive e trabalha nas aldeias e vilas é favorecer a soberania alimentar, com base em sistemas produtivos tradicionais, que respeitem a terra e as gentes, a cultura e as sementes, os ecossistemas e os recursos naturais”.

Excerto da entrevista à Revista Voz do Campo – edição de maio 2021.

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