Floresta Na primeira pessoa

❝ É preciso fazer da floresta um espaço de diálogo e consensos mínimos ❞

Miguel Freitas, Licenciado em Engenharia Agrícola, Miguel Freitas foi deputado, por Faro, em três legislaturas, e secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural entre 2017 e 2019. Atualmente é docente na Universidade do Algarve.

〈 15/06/21 〉

“A floresta é um recurso importante do país, que tem sido pouco cuidado, por razões diversas e muito complexas. Os níveis de investimento foram sofrendo altos e baixos, as taxas de recuperação são muito mais lentas que as taxas de degradação e não se atendeu à complexidade dos fenómenos biofísicos e à perda irreversível de capital natural.

A floresta e os ecossistemas florestais estão agora mais pobres em valor ecológico, em valor económico e em valor social. Décadas de degradação não se revertem de um dia para o outro. Mas podemos iniciar um ciclo novo, agora que tomamos consciência coletiva do estado de necessidade da nossa floresta e de como a existência de uma gestão ativa é um fator crítico de sucesso. É preciso fazer da floresta um espaço de diálogo e consensos mínimos, e não um espaço de confronto de interesses. É preciso capacitar os produtores florestais e as suas organizações, e reforçar a ligação entre a indústria e a produção. E é essencial aproveitar este ciclo de fundos, nos recursos como nas prioridades, para fazer as transformações que se impõem, com ambição e os pés bem assentes no chão”.

Excerto da entrevista à “Produtores Florestais”.


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