Editorial

Culturas de ciclo rápido e com cadeia de fornecimento curta. Moda ou tendência?

Microvegetais; microlegumes; baby leaf (pequenas folhas); rebentos de sementes germinados e colhidos na sua fase inicial de crescimento; flores comestíveis, são designações de determinados produtos ainda desconhecidos para uma grande parte da população, mas a registarem um interesse crescente.

Falamos no essencial de mini legumes atraentes, devido à sua beleza e tamanho reduzido que não interfere com a qualidade, antes pelo contrário, são tenros, saborosos e muito nutritivos, com múltiplos benefícios, já que por serem plantas jovens, apresentam grandes quantidades de bioativos como vitaminas, minerais e toda uma gama de oligoelementos importantes para a nossa saúde.

Ao que tudo indica, estes pequenos produtos agrícolas, não parecem ser apenas uma moda, mas sim uma tendência que veio para ficar, até porque apresentam na maior parte dos casos a vantagem de um ciclo de cultura, e cadeia de fornecimento curtos, condições importantes para uma boa fluidez de informação entre quem produz e quem vai usar o produto, sobretudo para o chef da “alta cozinha” de modo a que com a sua criatividade e talento, possa harmonizar todos os ingredientes em termos de sabor, de aromas, efeito estético e valor nutritivo.

É também nesta matéria que entra o Chef de Cozinha, por natureza um criativo que procura nos seus pratos um efeito estético agradável à vista, uma vez que também “comemos com os olhos”, só depois é que pomos à prova o sabor e o olfato. O design e a estética são hoje componentes importantes na restauração, e é neste contexto que os microvegetais assumem importância fundamental e certamente um lugar cada vez mais insubstituível no futuro.

Outro aspeto a salientar é o facto de nas cozinhas de hoje, começar a existir outro tipo de preocupação que não existia antes que é a preocupação pelo desperdício alimentar. Também aqui os microlegumes são uma boa ferramenta no combate a este problema, uma vez que tudo pode ser aproveitado, desde a ponta da raiz até à ponta das folhas. Muitas são já as cozinhas a seguir esse caminho, ao transformarem tudo o que entra, seja um alimento mais nobre ou menos nobre, contribuindo para a meta de desperdício zero em termos alimentares

Nas páginas centrais da edição de junho da Revista Voz do Campo, fazemos uma abordagem a alguns destes pequenos produtos agrícolas, uma reportagem a não perder.

• Editorial da edição de junho 2021.

Boas leituras!

Paulo Gomes, Diretor

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