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Mapeamento da condutividade elétrica aparente do solo

Operações como o dimensionamento e instalação dos sistemas de rega e drenagem, as mobilizações de solo, a aplicação de fertilizantes e outros fitofármacos não só assumem um impacto relevante no equilíbrio ambiental como têm impacto direto no “bolso” do agricultor.

Autoria: TERRAPRO

Como tal, a implementação de procedimentos eficientes e sustentáveis é cada vez mais importante quer para os agricultores como para os consumidores.

As soluções de agricultura de precisão, que têm mostrado resultados muito positivos nos últimos anos, revelam que a chave para o acréscimo de sustentabilidade está na aquisição de conhecimento sobre a variabilidade dos diversos fatores ambientais de que está dependente a atividade agrícola.

O conhecimento da variabilidade do solo, em cada parcela, assume-se assim como informação básica e muito preciosa para o sucesso da atividade agrícola. Uma das formas mais eficazes de avaliar a variabilidade numa parcela é através do mapeamento da Condutividade Elétrica Aparente (CEa).

O trabalho de mapeamento de Condutividade Elétrica Aparente (CEa) realizado pela TERRAPRO compreende 2 fases.

Fase 1

» Levantamento no terreno realizado com um sensor eletro-magnético sem contacto com o solo, que permite recolher dados georreferenciados da CEa a duas profundidades, 50 e 100cm. – Análise dos dados recolhidos e criação de mapas de CEa a 50 e 100cm, mapa de altimetria com identificação das zonas de acumulação de água e mapa com identificação de locais de amostragem/levantamento de perfis.

Fase 2

» Levantamento e classificação de todos os perfis identificados na fase 1, recolha de solos para análise química (recolha feita por horizontes quando necessário)

» Análise de toda a informação recolhida e criação de mapas de pH, Matéria Orgânica, entre outros.

Esta avaliação das parcelas dá a conhecer diversas informações que permitirão definir estratégias de gestão específicas de forma precisa e diferenciada:

• Apoio à decisão na instalação de culturas, como por exemplo:

  • Implementação do sistema de drenagem
  • Implementação do sistema de rega
  • Correções de solos e fertilizações
  • Escolha de variedades

• Identificação de áreas críticas para realização de amostragens ou definição de locais de monitorização (por exemplo, recolhas de amostras de solos e foliares, instalações de equipamentos de monitorização de humidade do solo, etc)

• Informação relevante para cálculos de rega diferenciada (pivot VRI, setores de rega). Apesar do valor da informação per si, a integração da informação e o acompanhamento técnico de proximidade com o agricultor são essenciais à validação e coerência das conclusões.

Cada parcela tem uma identidade própria, que deve ser conhecida o melhor possível de modo a que o agricultor possa tirar o máximo partido da sua especificidade. As conclusões são únicas para cada parcela e contexto devendo ser sempre tomadas em conjunto com o agricultor.

Exemplo prático

As imagens seguintes correspondem a uma área exemplo de cerca de 150 hectares, destinada à instalação de Amendoal no Alentejo.

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Da análise dos dados deste exemplo podemos concluir que existe uma relação direta entre o mapeamento da CEa, a textura e as zonas de acumulação de água.

É nas zonas de CEa mais elevada (vermelhas e laranjas) que se verificam as zonas de acumulação de água e as zonas com percentagens de argila superiores nas camadas mais superficiais, o que indica se tratar de zonas com problemas significativos de drenagem e com desempenho ao nível da gestão e rega completamente diferenciado.

Artigo completo publicado na edição de março 2021.