Agropecuária Grande Entrevista

❝ Em fase de crescimento, fileira da carne de suíno tem a oportunidade de expandir para novos mercados, sobretudo os asiáticos

Patrícia Fonseca, diretora-geral da FILPORC

Patrícia Fonseca é a nova diretora – geral da FILPORC – projeto sinérgico interprofissional, entre a Associação Portuguesa dos Industriais da Carne (APIC) e a Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), que visa valorizar a fileira da carne de suíno nacional.

Ex-deputada e atual consultora da Casa Civil do Presidente da República, é engenheira agronómica de formação. Do seu currículo destacam-se vários cargos, entre os quais adjunta no Gabinete da Ministra da Agricultura e do Mar Assunção Cristas, secretária-geral da Associação dos Agricultores do Ribatejo, professora assistente convidada na Escola Superior Agrária de Santarém e quadro técnico da Agroges – Sociedade de Estudos e Projetos.

A FILPORC foi reconhecida oficialmente pelo Ministério da Agricultura em agosto de 2019 e iniciou a sua atividade muito recentemente, em abril de 2021, com um Plano de Ação aprovado para os próximos três anos, no qual se destaca um papel fundamental na promoção e internacionalização do setor da suinicultura, nomeadamente no que concerne às relações comerciais com países terceiros.

Qual a necessidade de criação de uma Interprofissional na fileira da carne de porco?

Quais os principais objetivos? Os objetivos subjacentes a qualquer organização interprofissional passam por melhorar o conhecimento e a transparência dos mercados, a qualidade e a promoção dos seus produtos. A FILPORC nasce precisamente da perceção por parte da produção e da indústria de que há um conjunto de desafios que são transversais à fileira e de que, por isso mesmo, só será possível ultrapassá-los com sucesso e crescer sustentadamente se se fizer o caminho de mãos dadas. E de que a união entre produtores, matadouros e comércio é fundamental para continuarmos o caminho de crescimento das exportações e para um melhor equilíbrio de forças no mercado, mas que é também essencial para ajudar a resolver os constrangimentos burocráticos, ou valorizar a carne através de uma cada vez maior adaptação às expectativas dos consumidores, como sejam o cumprimento de critérios mais exigentes de bem-estar animal.

Temos também de comunicar melhor! Comunicar o contributo positivo da fileira para o país em termos económicos e sociais, o impacto ambiental e as qualidades nutritivas da carne de porco. Isto parece-me essencial, numa altura em que se verifica que é muito fácil disseminar desinformação que prejudica o setor e não beneficia nem o consumidor, nem a sociedade. Por outro lado, a carne de porco é um alimento saudável e nutritivo, uma fonte de proteína completa, que, quando consumida moderadamente e integrada num regime alimentar diversificado como é a nossa dieta mediterrânica, contribui para uma vida saudável.

A fileira da carne de porco representa 18 mil postos de trabalho diretos e um volume de negócios de cerca de 1 600 milhões de euros, sendo que em 2020 exportou (incluindo trocas intracomunitárias) 190milhões de euros e esperamos crescer 50% este ano.

Por isso, a FILPORC pretende ser uma entidade de referência, com força e peso institucional, na defesa de toda a fileira da suinicultura (…).

Leia a entrevista completa na edição de junho 2021.