Agrociência Agropecuária Hortofruticultura

Utilização de cenoura (Daucus carota L.) na alimentação animal

Figura 1: Cenoura

Autoria →

Kátia Paulos1, Cláudia Costa1, Liliana Cachucho3, David Soldado2,3, João Costa1, Ana Paula Portugal1, Ana Teresa Belo1, José Santos-Silva1,2, Eliana Jerónimo3,4 Mª Teresa P. Dentinho1,2

  • 1Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Pólo Investigação da Fonte Boa (INIAV-Fonte Boa), 2005-048 Santarém, Portugal
  • 2Centro de Investigação Interdisciplinar em Sanidade Animal (CIISA), Avenida Universidade Técnica, 1300-477 Lisboa, Portugal
  • 3Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo (CEBAL)/ Instituto Politécnico de Beja,7801-908 Beja, Portugal
  • 4MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, CEBAL, 7801-908 Beja, Portugal

Introdução

Em Portugal, elevadas quantidades de produtos hortofrutícolas são rejeitadas anualmente, durante a colheita, embalamento e transformação, por não cumprirem as normas de comercialização exigidas relativamente à qualidade, calibre, forma, cor, entre outros aspetos.

Muitos destes produtos rejeitados para alimentação humana têm características nutricionais que permitem a sua utilização na alimentação animal. A cenoura (Figura 1) é um destes produtos, de produção continua ao longo do ano com um pico da produção nos meses de maio e junho. Informação recolhida junto de produtores indica que por cada 1000 kg de cenoura produzida, 250 kg são rejeitados. Em 2017 produziram-se 92 mil toneladas de cenoura em Portugal (INE, 2019) pelo que se estima que tenham sido rejeitadas 23 mil toneladas. A utilização deste subproduto na alimentação animal como alternativa às matérias-primas convencionais importadas e de elevado custo, poderá ser uma forma de o valorizar, contribuindo para reduzir os custos da alimentação dos animais e diminuir o impacto ambiental associado à acumulação de subprodutos.

Este trabalho pretende disponibilizar informação sobre a composição química e nutritiva da cenoura, forma de conservação e integração nas dietas dos animais não alterando ou melhorando a qualidade dos produtos finais e o bem-estar dos animais.

Características Químicas

Na Tabela 1 e 2 apresenta-se a composição química da cenoura em nutrientes primários, aminoácidos e ácidos gordos. Os valores foram retirados da base de dados Portuguesa de Composição Química e Valor Nutricional de Subprodutos Agroindustriais para Alimentação Animal (www.subpromais.pt) e são médias de valores obtidos em amostras recolhidas em diferentes anos e diferentes locais no país.

A cenoura é um alimento de elevado teor de humidade (91%), rico em açúcar (34,3% na Matéria Seca (MS)), com moderado teor de fibra total (15,8% de NDF na MS), sendo na sua maior parte constituída por celulose (13,7% na MS). Tem baixos níveis de proteína (9,9% na MS), de gordura bruta (1,7% na MS) e de amido (3,5% na MS). É rica em cálcio (0.45% na MS), fósforo (0.45% na MS) e potássio (2,87% na MS). Os micronutrientes ferro, cobre, zinco e manganês são muito variáveis pois dependem de numerosos fatores tais como: variedade, tipo de solo, adubações etc. No que respeita à composição em aminoácidos, o ácido glutâmico, ácido aspártico e a alanina são os mais abundantes (18,25; 10,45 e 7,83 g/kg MS, respetivamente). A fração lipídica é maioritariamente composta pelo ácido insaturado linoleico C18:2 n-6 (7,95 g/kg MS), seguindo-se os ácidos gordos saturados mirístico (C14:0) com 3,37 g/kg MS e palmítico (C16:0) com 2,77 g/kg MS. A cenoura é especialmente rica em compostos bioativos, como carotenoides, principalmente -caroteno, vitaminas E e C e compostos fenólicos (Nicolle, 2003; Bozalan e Karadeniz, 2011, Silva, 2013). Estes compostos conferem-lhe importantes atividades biológicas, nomeadamente atividade antioxidante que, nas amostras analisadas variou entre 4,2 e 12,5 mg Fe/g MS (método de redução do ferro (FRAP)) e entre 2,5 e 8,4 mg Trolox/g MS (método da captura do radical ABTS (ABTS)). O conteúdo em compostos bioativos e a atividade antioxidante da cenoura é variável e dependente de fatores como variedade, época de colheita, local de produção e condições de conservação (Bozalan e Karadeniz, 2011; Silva, 2013).

Conservação

Devido ao elevado teor de humidade as cenouras mantêm-se frescas 2 ou 3 semanas, dependendo da temperatura ambiental. Congelada apodrece em 7 a 8 dias após descongelação e torna-se pouco palatável e de baixo valor nutritivo (Morel d’Arleux, 1990). Para prolongar o tempo de utilização é necessário a sua conservação por desidratação ou sob a forma de silagem.

A desidratação artificial é a forma ideal de conservação pela facilidade de armazenamento e manuseamento dos produtos, permitindo a utilização nas indústrias de alimentos compostos. É contudo uma operação dispendiosa, com custos energéticos bastante elevados.

A silagem é uma forma de conservação húmida, de baixo custo, que pode ser realizada em qualquer exploração pecuária e que permite o armazenamento por longos períodos de tempo. Sendo um processo fermentativo anaeróbio, é necessária a eliminação total do oxigénio do meio durante o ensilamento pelo que a trituração da cenoura é aconselhada de forma a facilitar a compactação. A silagem realizada em sacos de pequena dimensão é fácil de transportar, manusear, armazenar e permite a sua comercialização.

Como alimento único a ensilagem da cenoura não é fácil devido ao elevado teor de humidade, sendo as perdas por efluentes elevadas. A aplicação de ácido fórmico como aditivo (5 L/tonelada) é uma forma de limitar a fermentação do açúcar, atrasando a sua deterioração (Rinne et al,. 2017). Em mistura, com alimentos mais secos (silagem de milho, palha, feno, subprodutos, etc) é fácil de ensilar, produzindo silagens estáveis e de boa qualidade nutricional. Cenoura ensilada com feno, capota de amêndoa e polpa seca de beterraba, bem compactada produziu uma silagem de excelente qualidade (Muller et al,. 1984).

Na Tabela 3 são exemplificadas 3 silagens realizadas no INIAV-Santarém no âmbito do projeto SubProMais, em que a cenoura (Figura 2) foi ensilada com diferentes subprodutos e feno. As misturas foram formuladas de forma a conterem 40% de MS e 14% de proteína. Estas silagens foram realizadas em sacos de plástico pretos, de 40 kg de capacidade (Figura 3). Após 2 meses obtiveram-se silagens bem conservadas (Figura 4), sem produção de efluentes, com elevados teores de proteína, e em que a proteína não sofreu degradação durante o armazenamento. Continham baixo teor de açúcar por ter sido extensamente fermentado em ácido lático. A digestibilidade da matéria orgânica das silagens de cenoura associada ao repiso de tomate e ao feno é elevada, porém a digestibilidade da cenoura associada a dreche de cerveja é baixa. Num ensaio realizado com borregos (Figura 5) a silagem de cenoura associada a repiso de tomate, sêmea de trigo e feno foi utilizada em substituição de 50% do concentrado. A dieta foi bem consumida não havendo diferenças no desempenho produtivo dos animais, comparativamente a animais alimentados com uma dieta padrão à base de concentrado (resultados não publicados).

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Utilização da cenoura na alimentação animal

Tradicionalmente, as cenouras têm sido principalmente utilizadas como alimento para cavalos. Contudo são bem consumidas tanto por ruminantes como por monogástricos.

Alimentação de ruminantes

A cenoura é um alimento de elevada digestibilidade (82 e 81% respetivamente na MS e na MO), com um teor de energia limpa para leite e para carne equivalente à da aveia (UFL = 0,99, UFV = 0,96) (Tabela 4). É muito palatável sendo por isso bem consumida tanto por ovinos como por bovinos. Devido ao elevado teor de açúcar que contém, que rapidamente fermenta no rúmen, a cenoura fresca deverá ser introduzida nas dietas de forma gradual e associada a alimentos fibrosos para evitar problemas de acidose.

A cenoura tem sido especialmente estudada na alimentação de vacas leiteiras por ser uma fonte natural de B-caroteno, pigmento carotenoide percursor de vitamina A com forte atividade antioxidante, e que tem um efeito positivo reconhecido na fertilidade dos animais. A presença de B-caroteno nos animais reduz a incidência de retenção de placenta, diminui a ocorrência de mastites, e melhora a qualidade do colostro, da carne e do leite conferindo à manteiga uma coloração amarela mais intensa.

Nos anos 80 um projeto realizado no Canadá teve como objetivo utilizar diferentes subprodutos na alimentação de vacas leiteira e de bovinos de engorda. A cenoura foi um dos subprodutos testados em inúmeras explorações. Os resultados obtidos mostraram que a cenoura é um bom alimento, distribuída fresca ou em silagem misturada com outros alimentos. A elevada quantidade de água que contém limita a capacidade de ingestão dos animais pelo que para animais de elevadas produções, com necessidades energéticas mais elevadas, deverá ser distribuída associada a alimentos com maior concentração energética (grãos de cereais).

Em vacas leiteiras de altas produções a quantidade de cenoura não deve ultrapassar 50% da MS total da dieta, mas em animais de média a baixa produção a cenoura pode ser incluída até 60% da MS da dieta sem afetar o desempenho produtivo dos animais (Muller et al,. 1984).

Antone et al. (2015) estudou o efeito da inclusão de 7 kg de cenoura/dia na dieta de vacas leiteiras de alta produção na concentração de caroteno no sangue dos animais, na gordura, proteína e lactose do leite e na concentração B-caroteno, a-tocoferol e coloração da manteiga. A presença da cenoura na dieta refletiu-se na saúde dos animais sendo os níveis de caroteno no sangue superiores comparativamente à dieta controle. No leite não se verificaram efeitos na gordura, proteína e lactose, mas na manteiga os níveis B-caroteno foram mais estáveis, o a-tocoferol foi superior (+30%) e a manteiga apresentou uma coloração amarela mais intensa.

Também em vacas leiteiras com incorporação de cenoura na dieta de forma gradual, sendo de início distribuídos 4 kg de cenoura/animal/dia até 18 kg cenoura/dia ao fim de 10 dias, obtiveram-se maiores produções de leite, com maior teor de gordura comparativamente a uma dieta convencional (Muller et al,. 1984). Alterações no perfil lipídico do leite são referidas por Nalêcz-Tarwacka et al. (2003) que observaram uma melhoria na qualidade do leite de vacas alimentadas com uma dieta suplementada com 5 kg de cenoura/dia, com aumento das concentrações de ácidos gordos mono e polinsaturados e de ácido linoleico conjugado e de vitamina A.

Para bovinos em crescimento e engorda, tal como nas vacas leiteira, a quantidade de cenoura a incluir nas dietas depende das necessidades energéticas dos animais. Animais de elevados ganhos de peso diários (1 kg-1,5kg/dia) a dieta não deve incluir mais do que 35- 40% de cenoura, porém, animais com menores ganhos médios diários podem consumir 60 a 80 % de cenoura na dieta sem que o desempenho produtivo seja alterado (Muller et al,. 1984). Em fase de acabamento, grandes quantidades de cenouras na dieta (> 20%) podem afetar a qualidade da carcaça conferindo coloração amarela à gordura. Para reduzir esse efeito as cenouras devem ser removidas da dieta pelo menos 30 dias antes do abate. Com níveis de incorporação de 15-20% este efeito não se verificou (Muller et al,. 1984).

Ovelhas gestantes e lactantes ingerem 3 e 5 kg de cenouras por dia sem alterar o desempenho produtivo, podendo ovelhas em manutenção consumir até 80% de cenoura na MS da dieta (Wadhwa et al,. 2013).

Na alimentação de borregos, a substituição de cevada grão por 45% de cenouras na MS melhorou o ganho médio diário (+33 g/dia) e a eficiência de conversão alimentar (+25%). O peso das carcaças aumentou (+1,7 kg) e a carne mostrou uma maior resistência à oxidação. A qualidade da carne e o perfil de ácidos gordos mantiveram-se estáveis (Forwood et al., 2021).

Na alimentação de caprinos 2-4 kg de cenouras frescas/dia são bem consumidas pelos animais (Morel d’Arleux, 1990).

Alimentação de monogástricos

As cenouras sempre foram um alimento utilizado nas dietas de monogástricos. Antes da intensificação das produções os pequenos produtores incluíam na alimentação dos porcos, coelhos e aves os restos das cenouras, cascas e rama.

Para coelhos em crescimento a cenoura é uma boa fonte de nutrientes devendo contudo ser fornecida em quantidade limitada devido ao seu elevado teor de açúcar (Lowe, 2010). Desidratada a baixa temperatura (35º) é uma boa fonte de energia digestível (DE- 10,1 MJ/ kg MS) e a proteína tem elevada digestibilidade (65%) podendo ser incluída até 30% na dieta, sem efeitos adversos no crescimento, ingestão e saúde dos animais (Goby et al., 2008).

Em aves, uma ingestão muito elevada de cenoura fresca aumenta o conteúdo de água dos excrementos, o que resulta em camas mais húmidas aumentando o risco de infeções bacterianas e parasitárias. Também, devido ao elevado teor de água, os animais que consomem grandes quantidades de cenouras frescas podem ingerir menos MS, resultando em diminuição de ingestão de energia (Wolter, 1999). Em quantidades moderadas a cenoura pode ser utilizada na alimentação de aves obtendo-se bons resultados produtivos e comportamentais devido ao teor de fibra e de carotenoides que contém (Steenfeldt et al., 2007). É reconhecida a importância da presença de alimentos fibrosos na alimentação das aves para reduzir o picacismo (Aerni et al., 2000). Por esta razão na Dinamarca a cenoura tem sido utilizada como fonte de fibra na produção de ovos biológicos (Hammershøj et al., 2010). Num ensaio realizado com galinhas poedeiras alimentadas com uma dieta comercial suplementada com cenoura, incluída em quantidades crescentes até ad libitum, verificou-se uma redução significativa do picacismo e da mortalidade e uma maior produção de ovos, comparativamente a animais alimentados com uma dieta comercial de baixo teor de fibra (Steenfeld et al., 2010). A inclusão de 4 e 8 % de cenoura desidratada na dieta de galinhas poedeiras melhorou significativamente a cor da gema quando comparada a uma dieta controle à base de trigo, sendo a coloração semelhante à obtida com dietas à base milho amarelo. O ganho de peso, a produção de ovos e a taxa de conversão alimentar não foi afetada com a inclusão de 4% de cenoura desidratada na dieta. Ainda em galinhas poedeiras alimentadas com uma dieta padrão suplementada com 70 g/dia de cenouras de 3 variedades de coloração diferentes (laranja, amarela e roxa) produziram ovos mais leves, mas com níveis mais elevados de carotenoides (25-75% superiores). A variedade de cenoura roxa foi a que teve maior impacto no conteúdo em carotenoides (Hammershoj et al,. 2010).

Em frangos de carne com idade entre 22 e 42 dias, a inclusão de polpa de cenoura desidratada em 5% da dieta em substituição de milho não teve efeitos negativos no consumo de alimento, no ganho de peso e na eficiência alimentar (Khan, 2019).

A cenoura também pode ser utilizada na alimentação de suínos. Num estudo em que se forneceu a porcas de substituição uma silagem contendo 17% de cenoura em mistura com beterraba forrageira, beterraba sacarina e batata, observou-se um efeito positivo no ganho de peso vivo, tamanho da ninhada, produção de leite, peso do leitão ao nascimento e a mortalidade foi reduzida (Wadhwa e Bakshi, 2013). Resultados semelhantes foram obtidos em porcas em lactação e gestação alimentadas com silagem com 12% de cenoura em mistura com abóbora e batata (Yushkova et al., 2010). Porcos em crescimento podem consumir até 1,5 kg de cenouras frescas por dia (Göhl, 1982).

Cenouras cozidas, desidratadas e moídas foram utilizadas com sucesso na profilaxia de diarreia de leitões ao desmame (Jugl et al., 2001).

Conclusão

A cenoura fresca, desidratada ou ensilada é um alimento de elevado valor energético que pode ser utilizado em substituição de parte dos cereais nas dietas de ruminantes e monogástricos. É uma fonte natural de B-caroteno, pigmento carotenoide percursor de vitamina A com atividade antioxidante e de coloração, especialmente importante na alimentação de vacas leiteiras e de galinhas poedeiras. Contém um elevado teor de humidade e por isso é perecível sendo necessário a sua conservação, como a desidratação ou sob a forma de silagem.

↓ Artigo completo publicado na edição de agosto/setembro 2021.

  • Página Web: www.subpromais.pt
  • Agradecimentos: Projeto SubProMais (PDR2020-101-030988, PDR2020-101- 030993 e PDR2020-101-030991) financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), no âmbito do PDR2020 e Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) através dos projetos UIDB/00276/2020 e UDB/05183/ 2020.

Bibliografia →

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