Editorial

É preciso reforçar a internet por m²

Nesta edição de outubro da Revista Voz do Campo, publicamos uma grande entrevista sobre o InovTechAgro – Centro Nacional de Competências para a Inovação Tecnológica do Setor Agroflorestal, que apesar de completar apenas um ano de vida, já tem muito para dizer, de acordo com o professor Luís Alcino da Conceição, na qualidade de Coordenador do projeto.

〈 publicado em 01/10/21 〉

Com esta entrevista e muitas outras que temos vindo a fazer nos últimos meses, apercebemo-nos que a digitalização ainda se encontra numa fase um pouco insipiente, pelo menos do ponto de vista da utilização deste tipo de tecnologia na agricultura, se bem que dentro das ameaças que a pandemia nos trouxe, também surgiram algumas oportunidades. Mas apercebemo-nos entretanto que um grande obstáculo ainda continua a ser a (fraca) qualidade da rede (transmissão de dados) nas zonas de espaço rural.

O acesso à internet é hoje em dia, e será cada vez mais, uma necessidade extrema que deve estar disponível em qualquer metro quadrado de terra. Só assim estaremos em pleno gozo de direitos, sem distinguir as áreas rurais das urbanas.

Acreditamos que em breve estarão ultrapassadas estas dificuldades, e então sim, iremos partir para uma digitalização global, a qual colocará o setor agrícola em patamares cimeiros, quer em termos de produção, quer em termos comerciais.

O caminho é este, o da “Internet das Coisas” (IoT), um dos principais assuntos trazidos à discussão na área da tecnologia, uma vez que a partir da múltipla combinação de conexão de dispositivos, é possível otimizar processos, plantas e estratégias, e obter resultados superiores em toda a linha de produção.

O caminho é conectar todos os tipos de objetos e máquinas à Internet, permitindo a sincronização entre si, de modo a poderem ser usados remotamente. Na verdade a “Internet das Coisas” é a autoestrada de conexão entre o mundo físico e mundo digital, em direção à grande “Revolução Digital”.

Mas voltamos ao InovTechAgro, para, na sequência da entrevista que nos concedeu o seu Coordenador, sublinharmos o excelente trabalho que está a ser feito na disseminação e transferência de conhecimento, trabalho este em rede com as entidades que lhe são parceiras. Sabemos que ainda há muito trabalho a fazer nesse campo, mas também é verdade que já há muitos agricultores a adotarem, nomeadamente metodologias de agricultura de precisão. Temos cada vez mais agricultores curiosos, no sentido de quererem saber mais e qual o passo seguinte a adotar.

Em jeito de conclusão, poder-se-á dizer que “a procura de informação é sinal de que as pessoas estão despertas para o reforço da inovação tecnológica”.

• Editorial – Revista Voz do Campo, edição de outubro 2021

Boas leituras!

Paulo Gomes, Diretor

 

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