Hortofruticultura

O GoFigoProdução e o figueiral do futuro

Introdução:

A cultura da figueira é das mais antigas devido às propriedades nutritivas dos figos e aos efeitos benéficos para a saúde humana nomeadamente prevenção de doenças.

A Região de Torres Novas era, e ainda é, conhecida pela excelência dos seus figos passados e pelos extensos figueirais da cultivar ‘Preto de Torres Novas’ ou também conhecida por ‘Mulato’. Problemas de vária ordem levaram o figueiral tradicional a perder rentabilidade, principalmente a carência de mão de obra, o preço da mesma e a falta de organização comercial para valorização do produto final, ou seja, a “passa” de figo.

Esta região reúne características de solo e clima ímpares para cultura da figueira devido à presença da serra de Aire que “abriga” a região dos ventos frios de Norte e concentra o calor vindo de Sul.

Perante a necessidade de valorizar um produto único e recuperar uma cultura que está localizada no local próprio, constituiu-se em março de 2018 um consórcio, denominado Grupo Operacional GoFigoProdução, financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020. Este consórcio é liderado por uma empresa produtora de Figos a Rosagro – Sociedade Agrícola, Lda, sendo parceiros deste consórcio a empresa Casal dos Cardos – Sociedade Agrícola Lda., o INIAV, I.P. – Estação Nacional de Fruticultura Vieira Natividade, o Instituto Superior de Agronomia, a Associação Qualifica/OriGIn Portugal e o Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional – Centro de Competências.

Passados quatro anos os resultados obtidos e divulgados por este consórcio são animadores, tendo despertado o interesse em alguns produtores, que entretanto, já constituíram um agrupamento de produtores e que estão a incorporar nos seus pomares o conhecimento adquirido no GoFigoProdução de forma a que o figueiral no futuro seja muito diferente do atual.

Objetivo do GoFigoProdução

O principal objetivo deste Grupo Operacional é a melhoria da qualidade dos figos e da produtividade dos figueirais, de forma sustentada, através de práticas culturais mais eficientes que preservem os recursos naturais com principal incidência no solo e na biodiversidade. Para que este objetivo fosse alcançado, estabeleceram-se unidades demonstrativas com as duas cultivares mais utilizadas na região, ‘Preto de Torres Novas’ (Figura 1) e ‘Pingo de mel’ (Figura 2). Nessas unidades foram comparadas as práticas culturais tradicionais com práticas mais sustentáveis. Esta comparação foi a nível da fertilização, poda e manutenção do solo (…).

Artigo completo publicado na edição de dezembro 2021.

Autoria:
Rui M. Maia de Sousa
INIAV, I.P.
Estação Nacional de Fruticultura Vieira Natividade
2460-059 Alcobaça – Portugal
e-mail: rui.sousa@iniav.pt

Desenvolvimento completo e outros artigos exclusivos
  • Na Revista Voz do Campo:

Edição de Dezembro’21