Editorial

❝ A expetativa é alta para 2022

Esperamos um ano de 2022 diferente para melhor.

〈 13 / 01 / 2022 〉

Queremos o alívio das restrições provocadas pela pandemia e rapidamente a libertação de vez deste vírus que mudou o mundo. Aguardamos pois pela retoma da economia e que as eleições legislativas a acontecer proximamente, possam efetivamente conduzir-nos a uma estabilidade política com bons e rápidos resultados.

Para a agricultura, apesar de ter sido um dos setores menos atingido pela pandemia, é naturalmente importante que todos as áreas produtivas possam voltar à sua atividade normal, para que em harmonia a dita economia possa apresentar-se no seu conjunto, como uma máquina de produzir rentabilidade, com vista à melhoria das nossas condições de vida.

Sem dúvida que a expectativa é alta em termos de retoma da normalidade em todo mundo, e no que a Portugal diz respeito, os indicadores mais recentes dizem que estamos a conseguir uma boa recuperação, tendo o governo afirmado mesmo que o Produto Interno Bruto (PIB), poderá crescer em 2022 acima das próprias expectativas. Oxalá assim seja e que os nossos governantes, independentemente da cor política que sustentarem, possam desenvolver o melhor trabalho possível.

Não podemos deixar de falar da Política Agrícola Comum (PAC), por ser uma “ferramenta” indispensável ao desenvolvimento da agricultura europeia, encarada naturalmente também com grande expectativa para os próximos tempos. Recorde-se que acompanhamos com muito interesse a última reforma agrícola que o Parlamento aprovou exatamente em novembro de 2021, reforma esta que só entrará em vigor em 2023, sendo que até lá, portanto neste ano de 2022, decorrerá um período transitório para assegurar que os agricultores não percam os seus rendimentos e garantir a continuidade da produção agrícola. Por tudo isto acreditamos que este novo ano, assim como os próximos, serão de franco progresso da nossa agricultura.

Mas voltando às eleições legislativas que vão acontecer no final deste mês de janeiro, é de realçar as iniciativas levadas a cabo por algumas organizações de agricultores, visando o melhor esclarecimento sobre as principais linhas de ação para o futuro da agricultura em Portugal, por parte das várias forças políticas concorrentes.

Parabéns a estas organizações, pela oportunidade destes debates proporcionando aos agricultores um melhor conhecimento sobre as intenções políticas e possíveis modelos de governabilidade do Ministério da Agricultura, visando investimentos em obras estruturais consideradas prioritários para a modernização e competitividade do setor agrícola.

Numa altura de reformas e de transições, a informação e a transparência são de facto elementos imprescindíveis para o bom desempenho e execução da política agrícola, sem esquecer a utilização da famosa “bazuca” europeia que se quer pronta a “disparar”, na direção certa e com pontaria afinada.

Paulo Gomes,
Diretor

• Editorial – Revista Voz do Campo, edição de Janeiro 2022 •

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