Agrociência Hortofruticultura

A influência da poda na gestão do cerejal e a mecanização da operação

Autoria:
Maria Paula Simões
Professora Adjunta do Instituto Politécnico de Castelo Branco – Escola Superior Agrária.

A poda é uma operação cultural que suscita muita discussão por parte de técnicos e produtores, pois depende de múltiplos fatores, entre os quais podemos individualizar a forma de condução das planta e o vigor e capacidade produtiva de cada planta, que está dependente da cultivar, porta-enxerto e condições edáficas.

A poda consiste em cortar partes da planta, o que leva sempre à diminuição do seu vigor. Uma árvore podada terá sempre menor volume uma vez que lhe cortámos ramos. Uma árvore não podada terá sempre maior porte.

Quando falamos de poda devemos ter sempre presente o objetivo da sua realização, que pode ser estruturado em três pontos:

• Fazer o equilíbrio entre o vigor e a frutificação, ou seja, deixar a quantidade de ramos adequada, que assegurem produção, e, simultaneamente, que a árvore consiga crescer novos ramos que assegurem a renovação da copa. Uma árvore com muitos ramos apresenta maior capacidade de produção de frutos terá necessariamente frutos de menor calibre. Retirando ramos retiramos capacidade de produção, mas proporcionamos melhores condições aos que ficam. É preciso encontrar o equilíbrio para obter produção e qualidade dos frutos, ou seja, o número de ramos adequado para cada planta em cada situação de fertilidade do solo e potencial de cada cultivar.

• Facilitar as operações culturais, ou seja, reduzir o volume da copa e circunscrever esse volume da copa de acordo com a forma de condução, tornando mais fáceis, eficazes e exequíveis as operações culturais como a colheita, a poda, os tratamentos fitossanitários e a monda de frutos (caso se realize). No caso da cerejeira, como qualquer espécie frutícola de frutos pequenos, a colheita é das operações culturais mais onerosas, pelo que as formas baixas, que permitam a colheita do chão, sem recurso a escadas, é determinante na rentabilidade da cultura. (…).

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