Agrociência

Méis monoflorais portugueses. Contribuição para a caracterização físico-química, composição volátil e avaliação das propriedades biológicas

Introdução:

Portugal apresenta uma grande riqueza e diversidade de flora melífera nas diversas regiões do continente e ilhas, o que permite a produção de vários méis monoflorais, isto é, méis com predominância de pólen de uma determinada espécie botânica. De entre estes, destacam-se o de eucalipto, incenso, laranjeira, rosmaninho, e também o mel de urze, Tabela 1, Figura 1.

Os méis monoflorais são muito apreciados pelas suas características organoléticas diferenciadas, com aromas únicos, provavelmente com origem no néctar das flores, indicativo da presença de compostos voláteis responsáveis pelas suas fragâncias distintivas. Os méis monoflorais são produzidos maioritariamente a partir do néctar de um determinado tipo de flor, enquanto os méis multiflorais resultam da recolha dos néctares com origens florais diversas (Programa Apícola Nacional 2020-2022, 2019; Jaafar et al., 2020).

A análise melissopalinológica permite a identificação e quantificação da percentagem de pólen nos méis por exame microscópico, sendo a técnica utilizada mais frequentemente para determinar a origem botânica e geográfica do mel (Von Der Ohe et al., 2004). Este procedimento analítico requer um analista muito experiente, bem como a disponibilidade de uma coleção abrangente de grãos de pólen para comparação (…).

→ Leia o artigo completo na edição de agosto/setembro 2022.

Autoria: Alexandra M. Machado 1, Miguel Vilas Boas 2, Maria Graça Miguel 3, Ana Cristina Figueiredo 1
1 Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM Ciências), Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Biotecnologia Vegetal (BV), DBV, C2, Piso 1, Campo Grande, 1749 016 Lisboa, Portugal
2 CIMO, Centro de Investigação de Montanha, Instituto Politécnico de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300 253 Bragança, Portugal
3 Faculdade de Ciências e Tecnologia, Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8005 139 Faro, Portugal

Subscreva a nossa revista mensal e mantenha-se atualizado:

Artigo:

Agradecimentos →

Os autores agradecem aos apicultores a cedência graciosa de algumas das amostras de mel utilizadas neste estudo. Agradecem ainda a inestimável colaboração dos coautores das publicações que contribuíram para este trabalho. Alexandra M. Machado agradece à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT MCTES) a bolsa de Doutoramento SFRH/BD/117013/2016. Os autores agradecem à FCT/ MCTES o apoio financeiro no âmbito do CESAM UIDP/50017/2020+UIDB/50017/2020+LA/P/0094/2020, CIMO UID/AGR/00690/2020, MED UIDB/05183/2020.

Referências bibliográficas →

Fakhlaei, R., Selamat, J., Khatib, A., Razis, A.F.A., Sukor, R., Ahmad, S. and Babadi, A.A. 2020. The toxic impact of honey adulteration: A review. Foods 9: 1538.
García, N.L. The current situation on the international honey market. 2018. Bee World 95: 89–94. Jaafar, M.B., Othman, M.B., Yaacob, M., Talip, B.A., Ilyas, M.A., Ngajikin, N.H. and Fauzi, N.A.M. A review on honey adulteration and the available detection approaches. 2020. International Journal of Integrated Engineering 12: 125–131.
Juan Borrás, M., Periche, A., Domenech, E. and Escriche, I. 2015. Correlation between methyl anthranilate level and percentage of pollen in Spanish citrus honey. International Journal of Food Science & Technology 50: 1690–1696.
Machado A.M., Miguel, M.G., Vilas-Boas, M. and Figueiredo, A.C. 2020. Honey volatiles as a fingerprint for botanical origin – a review on their occurrence on monofloral honeys. Molecules 25: 374.
Machado A.M., Antunes, M., Miguel, M.G., Vilas-Boas, M. and Figueiredo, A.C. 2021. Volatile profile of Portuguese monofloral honeys: significance in botanical origin determination. Molecules 26: 4970.
Machado A.M. 2022. Volatile chemical characterization and biological activity assessment of Portuguese honey types – importance of botanical origin, Doutoramento em Biologia, Especialidade de Biotecnologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Machado, A.M., Tomás, A., Russo-Almeida, P., Duarte, A., Antunes, M., Vilas-Boas, M., Miguel, M.G. and Figueiredo, A.C. 2022a. Quality assessment of Portuguese monofloral honeys. Physicochemical parameters as tools in botanical source differentiation. Food Research International 157: 111362.
Machado A.M., Marto, J., Gonçalves, L.M., Ribeiro, H.M., Duarte, A., Tomás, A., Falcão, S.I., Vilas-Boas, M., Miguel, M.G. and Figueiredo, A.C. 2022b. Biological activities and phenolic profile of selected Portuguese monofloral honeys. (Em preparação)
Persano Oddo, L. and Bogdanov, S. 2004. Determination of honey botanical origin: Problems and issues. Apidologie 35: S2–S3.
Programa Apícola Nacional 2020–2022. 2019. https://www.gpp.pt/index.php/pan/programa-apicolanacional-2020-2022.
Von Der Ohe, W., Persano Oddo, L., Piana, M.L., Morlot, M. and Martin, P. 2004. Harmonized methods of
melissopalynology. Apidologie 35: S18–S25.

 

Subscreva já e receba este e outros artigos todos os meses e mais informações exclusivas!
  • Revista Voz do Campo:

Edição de Agosto/Setembro 2022