O Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, presidiu à sessão da abertura da 16ª edição das Jornadas Internacionais Hospital Veterinário Muralha de Évora, deixando claro a importância estruturante do setor agrícola para a economia do país e referindo-se aos agricultores como os guardiões do ambiente.

“O ambiente e a sustentabilidade não têm fronteiras e muitas das preocupações espelhadas nos debates destas jornadas, como a sustentabilidade, a rentabilidade, a inovação e o bem-estar animal, entroncam com o trabalho que temos vindo a desenvolver no Ministério da Agricultura e Pescas ao longo do último ano”, refere o Ministro acrescentando que o Apoio ao Rendimento Base (ARB) passou de 82€ para 126€ por hectare. Além disso à nossa reportagem, diz José Manuel Fernandes que o Governo tem procurado ajudar os agricultores quando enfrentam perdas, como no caso da doença da Língua Azul ou em intempéries, por exemplo. O Ministro insiste em explicar: “Quando ele perde rendimento, por exemplo, com a Língua Azul, ou com intempéries, nós também ajudamos”. Para garantir o futuro do setor, o Governo também está focado na renovação geracional, com mais apoio aos jovens agricultores. “Nós queremos promover a renovação geracional, e por isso aumentamos, por exemplo, o apoio aos jovens agricultores”, lembra José Manuel Fernandes.

Em relação às restrições impostas por conta das questões ambientais que impactam a produtividade, José Manuel Fernandes salienta a importância da “lei da reciprocidade” porque não se pode explicar a um agricultor europeu para não usar determinados fitofarmacêuticos na sua produção e depois importar produtos de fora que não estão sujeitos às mesmas regras.

“Toda a emissão de gases da União Europeia (UE) corresponde a 6% dos gases emitidos no mundo. Não quer dizer que a UE não faça a sua parte porque reconhecemos a importância de sermos sustentáveis. Agora o que não está certo é nós diminuirmos as emissões de gases e outros países aumentarem-nas produzindo sem regras com todas as implicações inerentes”, esclarece.

O Ministro da Agricultura realça a importância de coordenar investimentos que tragam segurança aos agricultores, não só em termos de rendimento, mas também de infraestrutura. Uma das iniciativas mais relevantes neste sentido é o projeto “Água que Une”, que visa otimizar a gestão de água em Portugal, recentemente apresentado. José Manuel Fernandes, explica que o objetivo é melhorar a eficiência no regadio e garantir a sustentabilidade, com um investimento de 5.300 milhões de euros até 2030. “Nós consumimos menos de 9% da água que está disponível. Esta é a verdade. Portanto, devemos armazenar água para depois a distribuir, se necessário, numa rede interligada”, considera.

→ Leia a reportagem completa da 16ª edição das Jornadas Internacionais do Hospital Veterinário Muralha de Évora na Revista Voz do Campo – edição de maio 2025, disponível no formato impresso e digital.

Veja a entrevista na íntegra:


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