O oídio, causado pelo fungo Erysiphe necator (sin. Uncinula necator), é uma das doenças mais agressivas e persistentes da vinha. Originário da costa leste dos EUA (1834), chegou à Europa em meados do século XIX, tendo sido detetado em Portugal em 1852. Desde então, tornou-se uma das principais ameaças à produção vitivinícola mundial.
Impacto na Produção e Qualidade
Os prejuízos causados pelo oídio são significativos, afetando tanto a quantidade como a qualidade da uva. Em casos severos, pode destruir até 100% da produção. Mesmo ataques localizados comprometem o potencial produtivo e as características organoléticas dos vinhos, alterando a acumulação de açúcares, acidez, cor e perfil sensorial.
Evolução no Combate
Durante décadas, o enxofre foi o único aliado no controlo da doença. A partir dos anos 80, com o surgimento de moléculas de síntese, novas estratégias de proteção tornaram-se possíveis, permitindo uma abordagem mais eficaz e integrada.
Estratégia de Proteção
A luta contra o oídio deve ser, acima de tudo, preventiva. A adoção de boas práticas culturais — como a gestão da vegetação e controlo de vigor, que permitam uma melhor ventilação da copa — são essenciais para dificultar o desenvolvimento do fungo. A proteção química continua a ser indispensável, mas deve ser usada de forma racional, respeitando os princípios da proteção integrada.
Sustentabilidade e Inovação
Num contexto de crescente exigência ambiental e económica, é fundamental apostar em soluções sustentáveis, que combinem inovação, conhecimento técnico e respeito pelo ecossistema da vinha.
Nessa ótica a Syngenta tem vindo a introduzir no seu portfolio novas soluções como o Taegro ou Ebudim para ajudar no combate de esta problemática.
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Fotos tiradas esta tarde 16/06/2025 (a última foto por vezes causa alguma confusão com o oídio).
Autoria: Gilberto Lopes, Field Technical Lead Atlantica & Norte – Syngenta







